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Confira os 10 projetos selecionados pelo Edital Gestão Escolar para Equidade – Juventude Negra

13 março 2017

O Edital de Gestão Escolar para Equidade – Juventude Negra, uma iniciativa do Baobá – Fundo para Equidade Racial, Instituto Unibanco e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), selecionou 10 projetos na 2ª edição do programa. A divulgação aconteceu no primeiro semestre de 2017.

As instituições selecionaram projetos de gestão escolar voltados à promoção da equidade racial em escolas públicas do Ensino Médio. Os selecionados contam com apoio técnico do Fundo Baobá, Instituto Unibanco e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e receberam até R$ 35 mil para financiar suas atividades.

Assim como já ocorreu na primeira edição, o objetivo do edital é identificar, reconhecer e acompanhar projetos com foco na gestão escolar que possam contribuir para o desenvolvimento e a implementação de práticas capazes de elevar os resultados educacionais dos jovens negros e negras do Ensino Médio. No total, foram inscritos 185 projetos, de 24 Estados e do Distrito Federal, um aumento de 50% em relação à primeira edição, de 2014.

As iniciativas escolhidas são provenientes de escolas públicas de Ensino Médio dos estados do Acre, Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo, sendo que em alguns casos são desenvolvidas em parceria com organizações da sociedade civil.

São eles:

1. Nos Varadouros da Equidade Racial

Escola Estadual de Ensino Médio Belo Porvir

Local: Epitaciolândia, Acre.

Descrição: O projeto visa promover a valorização da diversidade, por meio de atividades como roda de conversa, sessões de cinema, noite e dia de talentos (através de disciplinas como música, dança, teatro, poesias e coreografias afro-brasileiras), entre outras iniciativas, que envolvem toda a comunidade escolar.

2. Protagonismo Negro: Embates No Cotidiano Escolar

Escola Estadual Deputado Rubens Canuto

Organização Social: Instituto do Negro de Alagoas

Local: Maceió, Alagoas.

Descrição: O projeto   trabalha  a trajetória dos estudantes e amplia  a discussão das questões raciais no cotidiano e no Projeto Político Pedagógico da escola. Algumas atividades propostas foram semanas de literatura e cinema negro .

3. Projeto Nargila

EREM Presidente Costa e Silva

Organização social: Instituto de Apoio ao Desenvolvimento e Inclusão Social – IADIS

Local: Chã de Alegria, Pernambuco

Descrição: O objetivo é desenvolver, em conjunto com os estudantes, um saber crítico sobre as relações étnico-raciais por meio da história do negro no Brasil. Também estimula  os jovens a traçar metas e objetivos profissionais, abordando temas como o acesso a cotas para concursos públicos, produção de currículos e até discussões sobre racismo institucional.

4. Negritude Fala Mais Alto!

Escola Estadual Dona Maria Teresa Correia

Organização social: Grupo Mulher Maravilha

Local: Recife, Pernambuco

Descrição: Os estudantes são capacitados para veicular o programa “Negritude, Fala Mais Alto!” na rádio comunitária. A ideia é incentivar o protagonismo dos estudantes, docentes e gestores com ações criativas de intervenção para construir relações mais humanas e cidadãs, promovendo a equidade, o diálogo e a tolerância no ambiente escolar.

5. Um Olhar para a Consciência

CIEP 173 Rainha Nzinga de Angola

Cidade: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Descrição: A escola propôs realizar um censo escolar para levantar dados gerais dos alunos e traçar um perfil da comunidade. O CIEP oferece formação continuada aos professores para valorizar a identidade negra e atividades com os alunos para promover a cultura afro-brasileira e ampliar a sua visão crítica sobre a história do cultura negra.

6. Meus Cabelos Enrolados Me Fazem Refletir… (Narrativas sobre o Racismo e o Sexismo nas Escolas a partir da Estética do Cabelo!)

Instituto de Educação Carmela Dutra

Organização social: Criola

Local: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Descrição: O projeto propõe reflexões sobre o enfrentamento ao racismo, questões estéticas e defesa de direitos. A metodologia envolve a construção de narrativas pessoais e coletivas, utilizando recursos de tecnologia da informação e comunicação para transformar os relatos em produtos multimídia, que serão exibidos em um festival aberto à comunidade.

7. Cacimba Potiguar

Escola Estadual Myrian Coeli

Organização social: Núcleo de Desenvolvimento Social

Local: Natal, Rio Grande do Norte

Descrição: Cerca de 70 estudantes recebem formação técnica em produção de conteúdo de comunicação por meio de oficinas de fotografia, vídeo, rádio, fanzine e blog, que tratam de temas como direitos humanos, relações étnico-raciais, respeito à diversidade religiosa e equidade de gênero.

8. Figueira Negra

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

Organização social: Comunidade Quilombola Morada da Paz

Cidade: Alvorada, Rio Grande do Sul

Descrição: O projeto está mapeando a trajetória das pessoas negras que fizeram parte da construção social e histórica do município. Os jovens em contato com os cidadãos mais velhos, estão conhecendo mais sobre a formação dos bairros, de suas famílias e de como os negros viveram os processos políticos e sociais da cidade. Ao final, será apresentado um documentário.

9. Revirando Memórias

Escola Estadual Profª Carmosina Monteiro Vianna

Cidade: São Paulo, São Paulo

Descrição: Os alunos são incentivados a produzir conteúdo audiovisual sobre racismo e homicídio juvenil, e divulgá-los e compartilhá-los pelas redes sociais para mobilizar outros atores da comunidade escolar. A proposta é que os jovens produzam seus discursos e ações para o enfrentamento do racismo, destacando a importância do respeito à diversidade racial.

10. Auto-Falante – De Quem É Essa Voz?

Escola Estadual Professora Esther Garcia

Organização social: Coletivo ComuOnã

Cidade: São Paulo, São Paulo

Descrição: A proposta consiste na formação e capacitação de alunos para criação de um núcleo de notícias na escola, execução de oficinas de formação e a criação de um canal de notícias produzido e gerenciado pelos estudantes. A ideia é capacitar os alunos para que possam criar e gerir o canal de notícias de forma autônoma e crítica.