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Segunda edição do edital Gestão Escolar para Equidade: Elas nas Exatas abre inscrições

O ELAS Fundo de Investimento Social, Fundação Carlos Chagas, Instituto Unibanco e ONU Mulheres lançam hoje, 24 de outubro, o II edital Gestão Escolar para Equidade: Elas nas Exatas.

O objetivo é apoiar, com recursos financeiros e técnicos, iniciativas que busquem enfrentar estereótipos de gênero em escolas públicas do Ensino Médio e que tenham como foco meninas e as ciências exatas (matemática, física, química, estatística, computação, tecnologia e ciências naturais).

Proponentes de todo o país que atuem com a promoção da educação, defesa dos direitos das mulheres e/ou dos direitos humanos podem se inscrever até o dia 28 de novembro.

Este edital visa estimular a inserção das meninas nas áreas de ciências tecnológicas e exatas por meio da promoção da equidade de gênero na última etapa da educação básica e do reconhecimento da escola como um espaço estratégico e importante na promoção dessa transformação. Nessa segunda edição, o ELAS nas Exatas conta também com o apoio da ONU Mulheres.

Baixe o edital completo aqui.

Objetivo do Edital

Apoiar, com recursos financeiros e técnicos, iniciativas cujo foco sejam as meninas e as ciências exatas (matemática, física, química, estatística, computação, tecnologia e ciências naturais), e que junto com a comunidade escolar busquem enfrentar os estereótipos de gênero em escolas públicas do Ensino Médio.

Quem pode participar

Poderão participar e concorrer neste edital proponentes de todo o território nacional que se dediquem à promoção da educação, à defesa dos direitos das mulheres e/ou aos direitos humanos, conforme exemplificado a seguir:

  • Associações legalmente constituídas representativas de escolas públicas, como associações de pais e mestres, caixa escolar, etc;
  • Organizações legalmente constituídas de feministas, de mulheres ou mistas;
  • Grupos e coletivos de mulheres ou mistos, de feministas, de estudantes.

Requisitos

  • É necessário que os projetos sejam realizados em parceria com uma escola pública de Ensino Médio, com envolvimento da gestão escolar. A parceria deve ser comprovada por meio de uma carta da escola pública assinada pela gestão escolar atestando seu envolvimento e o compromisso entre a escola e a proponente na execução do projeto. A carta deve conter os termos deste compromisso, estabelecendo o papel de cada parte – proponente da iniciativa e gestão escolar – ao longo do desenvolvimento do projeto. A apresentação da carta de parceria é indispensável.
  • Para se candidatar, é fundamental que associações, organizações e grupos tenham experiência tanto na área de educação quanto em equidade de gênero.
  • Não serão aceitos projetos propostos por escolas públicas do Ensino Médio, mas somente por associações de pais e mestres, caixa escolar, organizações e grupos que possuam parcerias com as escolas.
  • O projeto apresentado deverá ser coordenado por uma mulher.
  • Os projetos encaminhados por grupos (de estudantes, de feministas, mulheres ou mistos) não legalmente constituídos, caso selecionados, receberão os recursos aprovados em uma conta corrente específica destinada ao projeto, que deverá ser aberta conjuntamente por três integrantes do grupo. Os grupos não legalmente constituídos deverão ter pelos menos um ano de atuação na área de educação e equidade de gênero e experiência comprovada nas temáticas, por meio do envio das informações solicitadas no formulário de solicitação de apoio.
  • A associação, organização ou grupo não poderá ter vínculo partidário de nenhum tipo e nem apresentar propostas de cunho religioso.

Proponentes que não cumprirem com todos os requisitos mencionados neste edital não serão considerados.

A expectativa deste edital é identificar experiências promissoras entre os projetos selecionados, que poderão contribuir para elaboração e desenvolvimento de políticas públicas educacionais para equidade de gênero nas ciências exatas e tecnológicas. Para tal, o Edital atua com a metodologia de identificar, monitorar e avaliar os projetos selecionados e produzir conhecimento.

Duração do Projeto:

Os projetos apresentados deverão ser executados em até 10 (dez) meses – fevereiro/2018 a novembro/2018 -, considerando o calendário escolar na organização do cronograma das atividades a serem realizadas na e com a escola.

Dos Recursos Disponíveis:

Será destinado um valor total de até R$ 350.000,00 (trezentos mil reais) no âmbito do Edital para apoio financeiro aos projetos selecionados. Poderão ser selecionados até 10 propostas de projetos, com valor de R$ 35.000,00 (trinta mil reais) cada.

Seleção de projetos

Os projetos serão avaliados segundo critérios como: pertinência em relação à proposta definida por este edital; adequação da metodologia; adequação da aplicação dos recursos; viabilidade técnica; amplitude dos efeitos na comunidade escolar; inovação; ações comunicativas, impacto social local, promoção de diálogos com a sociedade e potencial de replicabilidade.

Como definido nos requisitos para submissão de projeto, é necessário o envolvimento e compromisso da gestão escolar na execução das ações.  O projeto deve ocorrer no espaço físico da escola pública, com os/as estudantes da escola, em especial jovens de Ensino Médio.

Os projetos serão selecionados pelo Comitê de Seleção do Fundo ELAS, com participação de representantes dos parceiros. Não caberá recurso ou pedido de reanálise dos projetos que não forem selecionados.

Inscrição de projetos

Para submeter uma proposta de projeto, todas as associações, organizações ou grupos informais deverão preencher o formulário de solicitação de apoio (disponível em: ) e enviá-lo ao endereço postal do Fundo ELAS:

Rua Hans Staden, 21 – Botafogo, CEP 22281-060 – Rio de Janeiro (RJ) – Brasil.

O formulário para envio de projetos e solicitação de financiamento tem três partes:

  • As duas primeiras (I e II) deverão ser preenchidas com informações sobre o grupo ou organização proponente. Envie 1 cópia das partes I e II.
  • A terceira parte (III) contém as informações sobre o projeto e deve vir com o pseudônimo (nome fantasia) da organização. Envie 3 cópias da parte III.
  • ATENÇÃO! na parte III não mencione o nome real/oficial da sua organização/grupo/rede. Utilize um pseudônimo. A exigência de um pseudônimo (nome fantasia) é para garantir a imparcialidade do processo de seleção. Propostas de projetos que mencionem o nome real/oficial do grupo na parte III serão desclassificadas.
  • Junto com o formulário, deverá ser enviada carta de parceria que ateste o compromisso entre a proponente e a escola pública.
  • Não envie documentos que não foram solicitados junto ao formulário de solicitação de apoio, como estatutos, relatórios de atividades, fotos do grupo ou de atividades etc.
  • Não serão aceitas propostas enviadas via correio eletrônico (e-mail). Serão avaliadas todas as propostas com data de postagem até 28 de novembro de 2017.

Divulgação dos resultados do Edital

Os projetos selecionados serão contatados por e-mail ou telefone e os nomes das proponentes serão divulgados a partir de 22 de Janeiro de 2018, nos sites do Fundo ELAS (www.fundosocialelas.org), da Fundação Carlos Chagas (www.fcc.org.br),  da ONU Mulheres (http://www.onumulheres.org.br/) e do Instituto Unibanco (http://www.institutounibanco.org.br ). Os projetos não selecionados, não serão notificados e nem devolvidos.

Endereço para envio das propostas:

Rua Hans Staden, 21 – Botafogo, CEP 22281-060 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
Tel +55 (21) 2286-1046 / Fax +55 (21) 2286-6712

 

Sobre os parceiros

Instituto Unibanco

Criado em 1982, o Instituto Unibanco – uma das instituições responsáveis pelo investimento social privado do Itaú Unibanco – é uma organização que atua para a melhoria da educação pública no Brasil. O instituto dedica-se a elaborar e implementar soluções de gestão – na rede de ensino, na escola e na sala de aula – comprometidas com a capacidade efetiva das escolas públicas de garantir o direito à aprendizagem de todos os estudantes.

As ações e projetos do Instituto Unibanco são voltados ao Ensino Médio Regular e estruturados em quatro frentes: concepção, desenvolvimento, implementação e avaliação de soluções aplicadas em projetos de gestão educacional; produção e difusão de conhecimento por meio de pesquisas, estudos e debates focados em soluções baseadas em evidências empíricas e na investigação científica; e apoio e fomento de projetos e iniciativas alinhados aos desafios do Ensino Médio.

ELAS Fundo de Investimento Social

O ELAS Fundo de Investimento Social (Fundo ELAS) investe na promoção dos direitos humanos e no protagonismo das mulheres por meio de concursos de projetos e do desenvolvimento de habilidades de organizações sociais. Desde 2000, o Fundo ELAS apoiou mais de 380 grupos de mulheres jovens e adultas em todas as partes do Brasil, por meio de 22 concursos de projetos. Apoia grupos que trabalham para promover a independência econômica, o empreendedorismo econômico, o acesso à educação, a prevenção da violência contra mulheres e meninas, a defesa de direitos, o acesso à saúde, a inclusão às novas tecnologias de informação e comunicação, a arte e cultura, a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, o respeito à diversidade étnica, racial, sexual, geracional e o acesso das meninas e mulheres aos esportes.

Fundação Carlos Chagas

A Fundação Carlos Chagas (FCC) há 50 anos é dedicada à pesquisa na área de educação e à avaliação de competências cognitivas e profissionais. Seu Departamento de Pesquisas Educacionais desenvolve um amplo espectro de investigações interdisciplinares, voltadas para a relação da educação com os problemas e perspectivas sociais do país. Além dos estudos em avaliação educacional foram constituídos outros eixos de pesquisa: “Educação Infantil: políticas e práticas”; “Políticas e Práticas da Educação Básica e Formação de Professores e Representações Sociais, Subjetividade e Educação”; “Gênero, Raça/Etnia e Direitos Humanos”. A FCC destaca-se pelo desenvolvimento de Programas pioneiros no enfrentamento das desigualdades de gênero e raciais com incentivo para pesquisa.

ONU Mulheres

Criada em 2010, pela fusão de quatro organizações da ONU com um sólido histórico de experiência em pesquisa, programas e ativismo, a ONU Mulheres é a liderança global em prol das mulheres e meninas. A sua criação, fruto do esforço conjunto dos Estados membros e de ativistas dos direitos das mulheres, foi aplaudida no mundo todo e proporciona a oportunidade histórica de um rápido progresso para as mulheres e as sociedades. A ONU Mulheres trabalha com as premissas fundamentais de que as mulheres e meninas ao redor do mundo têm o direito a uma vida livre de discriminação, violência e pobreza, e de que a igualdade de gênero é um requisito central para se alcançar o desenvolvimento. Para isso, enfoca sua estratégia em cinco áreas prioritárias: (1) Aumentar a liderança e a participação das mulheres; (2) Eliminar a violência contra as mulheres e meninas; (3) Engajar as mulheres em todos os aspectos dos processos de paz e segurança; (4) Aprimorar o empoderamento econômico das mulheres; (5) Colocar a igualdade de gênero no centro do planejamento e dos orçamentos de desenvolvimento nacional.

O I Edital Gestão Escolar para Equidade: ELAS nas Exatas, lançado em 2015, recebeu mais de 170 propostas, das quais foram selecionadas 10 iniciativas apresentadas por grupos, organizações e associações em parceria ou que representam escolas públicas de ensino médio, distribuídas nas cinco regiões do país, sendo uma no Sul – Florianópolis (SC); outra no Norte – Itacoatiara (AM); três no Sudeste – São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São João Del-Rei (MG) e cinco no Nordeste – Salvador (BA), Cachoeira (BA), Iracema (CE), Campina Grande (PB) e Natal (RN).

Essas iniciativas assumiram o desafio de pensar e trabalhar um tema complexo e os resultados mostraram uma transformação na visão das jovens participantes das ações e da gestão escolar:

Antes de iniciar no projeto eu tinha uma visão de que pelo fato de eu ser negra, não poderia escolher uma grande profissão. Mas aprendi que a mulher negra pode estar onde ela quiser”. Rosineide Fernandes, de 17 anos, estudante de Salvador.

Percebi que algo novo se iniciava ali, um leque de oportunidades onde nós meninas, também teríamos a chance de se envolver na área das ciências exatas, acabando de vez com esse paradigma que mulher não pode atuar no meio científico”. Myllena Braz, de Iracema, no Ceará.

“Depois desse projeto tive a certeza de que fazer Engenharia”.   Maria Eduarda, estudante de São João Del Rey, em Minas Gerais.

“Nunca tínhamos percebido e nem dado conta do quanto tem de sexismo nas ciências e na educação e o quanto os discursos e atitudes de professores, professoras e gestores, mesmo de forma não intencional, contribuem para esta exclusão que se inicia na escola e acompanha as companheiras mulheres no decorrer de sua vida profissional”. Marcos Lima, Diretor escolar da Escola Deputado Joaquim de Figueiredo Correia de Iracema, no Ceará.

Para saber mais, acesse a plataforma Elas nas Exatas.