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Distritos escolares americanos compartilham experiências com adoção do digital na pandemia

19/11/2020 | Editado em 19/11/2020 16:27

Enquanto o cenário para uma vacina para a COVID-19 ainda é incerto, muitas escolas devem adotar alguma forma de aprendizagem a distância combinada com as aulas presenciais. Para isso, além de soluções de tecnologia educacional, é preciso desenvolver um mindset digital e um planejamento para saber como aproveitar melhor a virtualização dos dados e minimizar riscos de reprodução de desigualdades.  

A Dra. Kecia Ray, pesquisadora em tecnologia e transformação educacional, mediou diversos webinários para debater como as escolas americanas estão usando as ferramentas tecnológicas para aprendizagem. Os eventos online foram promovidos pela Tech&Learning (publicação especializada em “ed tech” do grupo de mídia inglês Future plc). Leia abaixo as principais abordagens de distritos escolares do Texas e de Nova York.  

TEXAS 

Os palestrantes destacaram três pontos-chave na sessão. Participaram: Sallee Clark e Jeni Longo, tecnologistas em educação e Kirk Murdoch, diretor de tecnologia, todos do distrito escolar de Eagle Mountain – Saginaw ISD; e Steven Halliwell, diretor de produtos do Promethean. 

  1. Consistência é a chave. Os 21 mil estudantes do distrito escolar Eagle Mountain – Saginaw ISD, no Texas, começaram o ano letivo remotamente e, no dia 8 de setembro, voltaram às aulas presenciais em tempo integral ou parcial. O desafio do corpo docente é mostrar o mesmo conteúdo para os que estão em casa e os que estão na sala de aula. Para isso, estão sendo utilizadas ferramentas como os quadros do Promethean e o bloco de notas OneNote, integradas ao Microsoft Teams 
  2. Resposta rápida. Logo que foi declarada a pandemia do novo coronavírus e a suspensão das aulas, Kirk Murdoch relembra que tiveram 24 horas para ir do aprendizado presencial para o remoto. Quando o ano letivo acabou (nos Estados Unidos geralmente as aulas encerram-se em maio e iniciam-se em agosto/setembro), houve um respiro para um planejamento a fim de preparar discentes e docentes no aprendizado remoto. Foram oferecidos treinamentos e suporte para tirar dúvidas sobre as tecnologias usadas. 
  3. É na adaptação que a mágica acontece”. De acordo com uma pesquisa da Promethean, apenas 20% dos educadores estavam prontos para implementar o aprendizado remoto quando a pandemia se iniciou. Para Steven Halliwell, a transformação observada foi algo incrível de se ver.  Um dos maiores desafios da aprendizagem a distância continua a ser a exclusão digital. Halliwell recomenda “copiar do melhor”, observar o que as outras escolas têm feito e incorporar as melhores práticas de aprendizagem remota em seus próprios planos. 

NOVA YORK  

O Departamento de Educação da cidade de Nova York (NYCDOE) lançou um programa de aprendizagem remota no maior distrito escolar dos EUA (com mais de um milhão de estudantes) em uma semana. Neste período, foram realocados computadores, oferecidos treinamentos para os educadores e disseminada uma biblioteca com fontes online selecionadas por uma curadoria especial. Richard Carranza, chanceler de escolas responsável pelo distrito escolar de Nova York, resume os principais pontos da iniciativa: 

  1. O desafio da equidade. Primeiramente, garantiram que todos os discentes tivessem o e-mail do NYCDOE e vice-versa. Depois, escolheram plataformas da Google para aprendizagem e comunicação da equipe, para que todos se sentissem confortáveis. Sobre o ensino remoto, o prefeito Bill de Blasio disse que melhoraria a cada semana; o que vem acontecendo.
  2. A importância de agir rápido. Foi criado um calendário de aprendizagem remota com várias sessões “como fazer” ao vivo. Foram treinados 25.000 colaboradores em cerca de um mês. Para os estudantes que não tinham acesso à internet ou um dispositivo (computador ou tablet), o distrito distribuiu mais de 100.000 iPads até abril de 2020. 
  3. Construindo parcerias. As parcerias com fornecedores parceiros e educadores mais experientes para entender melhor como funcionam as plataformas de aprendizagem foi essencial. 
  4. Apoiando educadores. Além do suporte às ferramentas de aprendizagem remota, tem sido oferecido apoio para a saúde mental. 

ABORDAGEM CENTRADA NOS ESTUDANTES 

Segundo a Dra. Kecia Kay, para a aprendizagem que combina presencial e online, uma abordagem centrada no estudante é fundamental. São itens críticos: espaços flexíveis de aprendizagem, ensino mediado por computador, avaliações formativas e instruções claras dos educadores. Além disso, estudantes devem ser ouvidos e é importante considerar todos os aspectos da socialização, saúde mental e comunicação, bem como aprendizagem socioemocional e competências. Em um ambiente virtual, esses aspectos podem ser mais difíceis de rastrear e monitorar. A imagem abaixo resume estes pontos.  

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