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IDEB 2019

Aqui você encontra todas as informações sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

O QUE É O IDEB?

Divulgado a cada dois anos, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é um dos principais indicadores da qualidade do ensino público no Brasil. O Ideb permite que toda a sociedade acompanhe se determinada escola ou rede, seja ela municipal ou estadual, está assegurando o direito de aprendizagem dos estudantes.

O Ideb é calculado a partir de duas importantes informações para a educação brasileira: o fluxo escolar (aprovação), obtidos no Censo Escolar, e as médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

O índice permite assim medir a aprendizagem e a desigualdade educacional: se uma escola, regional ou rede de ensino retiver ou excluir os estudantes com pior desempenho para obter melhores resultados no Saeb, o fluxo será alterado e o resultado do Ideb mostrará a necessidade de melhoria do sistema. Por outro lado, se apressarem a aprovação dos estudantes sem qualidade na aprendizagem, o Ideb será alterado, mostrando novamente a necessidade de melhoria no sistema educacional.

O Ideb é a ferramenta para acompanhamento das metas de qualidade para a educação básica. A meta para 2022 é alcançar média 6, valor correspondente a um sistema educacional de qualidade comparável ao dos países desenvolvidos.

Os resultados de aprendizagem são de responsabilidade de todos, e não apenas das escolas. As secretarias de educação e regionais precisam estar alinhadas à gestão escolar para identificar as ações de sua responsabilidade que vão contribuir para que as escolas assegurem que os estudantes aprendam na idade esperada.

Os testes padronizados aplicados em toda a rede – por exames estaduais ou nacionais – devem servir principalmente para diagnosticar os problemas de aprendizagem, de modo que os gestores escolares e dos sistemas planejem, executem, monitorem e corrijam ações para responder aos mesmos.

Os alunos da rede pública são avaliados numa prova de duas matérias: Língua Portuguesa e Matemática.
As notas são padronizadas de 0 a 10.

O valor dos testes é multiplicado pelo indicador de taxa de aprovação de alunos na escola naquele biênio. Obtido por meio do Censo Escolar, o indicador varia, em percentual, de 0 a 100.

Os alunos de ensino médio de uma escola tiram média 5 nos testes e possuem uma média de aprovação de 80%, o indicador se dá pelo cálculo: 5 x 8.0. A nota do Ideb do ensino médio dessa escola, portanto, é 4,0 de um total de 10.




Confira uma análise completa sobre o histórico de resultados do Ideb

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A GESTÃO COMO INDUTORA DE TRANSFORMAÇÕES NA EDUCAÇÃO

A gestão que coloca o estudante no centro da sua atuação tem mostrado, na prática, que dá resultado e impacta positivamente a aprendizagem dos jovens do Ensino Médio. Ela é a responsável por organizar, mobilizar e dar mais intencionalidade para as ações desenvolvidas em todas as instâncias das redes de ensino, da secretaria à sala de aula.

Além de otimizar os processos administrativos do dia a dia, uma gestão eficiente orienta seus esforços para a efetividade da aprendizagem de todos os estudantes e o enfrentamento das condições que geram e perpetuam as desigualdades educacionais no Brasil.



O PROGRAMA JOVEM DE FUTURO

O programa, implementado em parceria com as Secretarias Estaduais de Educação, disponibiliza para as escolas e para as redes uma metodologia e instrumentos que dão suporte ao trabalho de gestão. As ações do Jovem de Futuro estão estruturadas em cinco eixos – governança, assessoria técnica, formação, mobilização e gestão do conhecimento– que se articulam por meio do método Circuito de Gestão.

Os aprendizados consolidados ao longo de mais de uma década de existência do programa permitiram consolidar um modelo de Gestão para o Avanço Contínuo. O modelo é baseado em três pilares:

Foco no estudante: Permanência na escola e melhoria na aprendizagem.

Coerência interna: Alinhamento e corresponsabilização das ações das escolas, regionais e secretarias com foco no estudante.

Aprender fazendo: Atitude de experimentação e aprendizagem permanente dos gestores para que alcancem seus objetivos.

O Jovem de Futuro é submetido a uma avaliação de impacto rigorosa, que utiliza os métodos mais adequados para comparar a diferença de aprendizagem ao final do 3º ano do Ensino Médio entre as escolas que receberam o programa e aquelas que não o receberam.

Por meio desta avaliação, foi possível identificar os avanços obtidos pelos estados participantes do Jovem de Futuro, que figuram entre as redes com os quatro melhores desempenhos do Ideb na última etapa da educação básica. O Espírito Santo foi o estado que mais avançou no Ideb do Ensino Médio público estadual entre 2013 e 2017. A rede estadual de Goiás foi a única do país a superar projeção do MEC para o ano de 2017. E o Ceará, que já era referência nos anos iniciais, despontou no Ideb de 2017 entre os melhores estados no ensino médio. A exceção é Pernambuco, com o terceiro melhor índice do País, que apresentou um salto. As lições dessas quatros redes estão compartilhadas aqui. O modelo utilizado é similar ao desenvolvido por Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer, premiados pelo Nobel de Economia em 2019.

A avalição de dez anos de impacto constatou que as escolas participantes do programa registraram:

  • Aumento de 5 pontos nas proficiências de Língua Portuguesa e Matemática ao final do Ensino Médio.

  • Redução de 4 pontos da incidência de estudantes que estavam no nível crítico e muito crítico em Matemática.

  • Aumento de 1.5 pontosde taxa de aprovação.

CIRCUITO DE GESTÃO

O Jovem de Futuro oferece gratuitamente a coordenadores pedagógicos e diretores de escola uma série de ações de formação, assessoria técnica, governança, mobilização e avaliação. Elas integram o Circuito de Gestão, composto por seis etapas que se repetem ao longo do ano.

 

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SÉRIE HISTÓRICA IDEB DE ENSINO MÉDIO BRASIL DE 2005 A 2019