FORMAÇÃO MINEIRA REÚNE MAIS DE 3 MIL DIRETORES PARA ORIENTAR O PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO DE 2026
O evento “Diretores pela Aprendizagem” apresentou o novo Plano de Ação Unificado e as mudanças nas avaliações com foco na Recomposição das Aprendizagens

Mais de três mil diretores se reuniram em Minas Gerais para tratar das novidades da rede mineira para 2026 (Crédito: Divulgação)
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), com apoio do Instituto Unibanco, realizou de 21 a 27 de janeiro o evento “Diretores pela Aprendizagem”. Gestores educacionais de 3.225 escolas da rede estadual participaram da formação na Cidade dos Meninos, em Ribeirão das Neves–MG. A iniciativa envolveu escolas do norte e sul mineiros, além da região metropolitana de Belo Horizonte para orientar o planejamento pedagógico de 2026 a partir de novas diretrizes da rede.
Com o propósito de fortalecer o diretor como líder pedagógico, a formação apoiou o uso qualificado de dados e evidências educacionais, a implementação da política de Recomposição das Aprendizagens e a construção de planos de ação escolares mais consistentes e monitoráveis, com alavancas estruturantes, que nortearão as rotas dos próximos meses em sala de aula.
“Nosso objetivo é orientar pedagogicamente como será este ano letivo e apresentar o novo formato do Plano de Ação das escolas do Jovem de Futuro, garantindo coerência sistêmica entre as orientações da Secretaria, das regionais e das escolas”, compartilhou Patrícia Bizzotto, da gerência de implementação do Instituto Unibanco.
RECOMPOR PARA PRIORIZAR
Um dos principais eixos do encontro foi o uso pedagógico das avaliações para guiar intervenções, como a Recomposição das Aprendizagens. Durante a abertura, a SEE-MG apresentou resultados recentes do SIMAVE, destacando avanços em Matemática no Ensino Fundamental, atribuídos ao trabalho de recomposição, intensificado após a pandemia.
Em 2025, estudantes do 5º ano alcançaram média de 240,1 pontos, o maior índice desde 2009. A rede também ajustou a aplicação da avaliação nos Anos Finais (Ensino Fundamental II), priorizando o 7º ano como etapa estratégica para ações de reforço, antes que eles concluam essa trilha de ensino.

O evento “Diretores pela Aprendizagem” reavaliou a forma como as avaliações acontecem em Minas Gerais com reflexões importantes para os gestores (Crédito: Divulgação)
Nesse sentido, Gabriela Bonfim, subsecretária de Planejamento de Rede, Avaliação e Inovação, explicou que o modelo avaliativo de 2026 será reformulado com textos mais longos e itens organizados em progressão cognitiva. A proposta busca aproximar as avaliações das competências exigidas em contextos reais, sobretudo fora da escola.
ALAVANCAS QUE TRANSFORMAM
A grande novidade apresentada no evento foi o Plano de Ação Unificado, estruturado a partir de alavancas pedagógicas prioritárias para toda a rede estadual. A proposta busca alinhar expectativas entre Secretaria, regionais e escolas, organizando prioridades comuns sem retirar a autonomia dos diretores e de suas unidades.
Para Kellen Senra, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, o planejamento precisa partir das aprendizagens essenciais e da intervenção pedagógica. “Não adianta olhar para a prioridade do currículo se há recomposição para aplicar. Vamos trabalhar primeiro o que precisa ser recomposto”, afirmou.

O Plano de Ação Unificado foi a principal novidade da formação de diretores e as alavancas pedagógicas já foram praticadas durante as oficinas (Crédito: Divulgação)
As alavancas organizam dimensões como alfabetização, acompanhamento pedagógico, frequência, avaliação, desenvolvimento socioemocional e personalização do ensino, orientando uma atuação mais integrada e sistêmica em todo o estado.
ALINHAMENTO PEDAGÓGICO PARA 2026
Ao longo das oficinas, os diretores trabalharam com dados da própria escola, realizaram atividades mão na massa e construíram metas por alavanca em um processo de planejamento estruturado e conectado às diretrizes da rede. A escuta das escolas também foi destacada como componente central do desenho pedagógico e muito útil para o alinhamento pedagógico de 2026.
Responsável por encerrar o evento, o Secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, reforçou que avaliações só fazem sentido quando produzem devolutivas e intervenções concretas. Assim, o objetivo principal deve ser a identificação das principais defasagens para poder apoiar estratégias mais personalizadas, considerando os grupos de estudantes que precisam de atenção urgente.