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Webinário discute formas de garantir a aprendizagem por meio da Educação Híbrida

04/05/2021 | Editado em 04/05/2021 19:12

Evento realizado pelo Instituto Unibanco debateu caminhos possíveis para um bom uso da tecnologia no processo de aprendizado

No dia 28 de abril, o Instituto Unibanco realizou o webinário Gestão Híbrida: Ampliação de olhares sobre o ensino aprendizagem, segundo encontro de uma trilogia do Ciclo de Webinários Educação para Juventudes que discute a Educação Híbrida. Com transmissão ao vivo e tradução em libras, o evento teve a participação de Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco; Isaura Nobre, Subsecretária de Planejamento e Avaliação (SEPLA) da Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (SEDU); e Edméa Santos, professora Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A mediação ficou a cargo de César Nunes, gerente de Desenvolvimento de Soluções do Instituto Unibanco.

Abrindo o evento, Ricardo Henriques falou sobre a necessidade da transformação do processo de ensino-aprendizagem e da importância da gestão escolar frente às possibilidades da Educação Híbrida. “Precisamos criar um ambiente de reflexão, que não só atualize as possibilidades da Educação Híbrida, mas que também pense como a tecnologia pode estar a serviço de uma Educação Pública de qualidade. A tecnologia gera uma rede de conhecimento, com diversas conexões locais, dando visibilidade aos múltiplos atores do processo de aprendizagem”, destacou.

Em seguida, César Nunes trouxe um apanhado histórico das discussões sobre a tecnologia no processo de aprendizagem, desde a década de 1980 até os dias de hoje. Ressaltou que é preciso criar práticas de valorização do ensino remoto, implementado durante a pandemia, para que esse momento de tantas dificuldades não crie traumas e bloqueios na comunidade educacional para o uso da tecnologia. “A gente sabe que este momento é uma grande oportunidade para criar transformações na Educação Pública como um todo. Como podemos aproveitar essas experiências para gerar mudanças na educação? Para isso, precisamos pensar na educação como um todo, como rede”, explicou.

Isaura Nobre, por sua vez, destacou que desde 2004 pesquisa o uso da tecnologia e da computação na Educação Pública e que, ao longo desses anos, vivenciou diversos projetos na rede pública do Espírito Santo. Em 2019, a SEDU criou uma estrutura de cursos à distância para os educadores da rede, atendendo 40 mil profissionais. E, segundo ela, todas essas experiências foram fundamentais para a implementação do ensino remoto durante a pandemia. Com o objetivo de manter o máximo possível de vínculo do estudante com escola, foram criados diversos canais de comunicação, como site para conteúdo, salas no Google Classroom, material por WhatsApp e destruição de material impresso para os jovens com dificuldades de acesso à internet. “De início, percebemos que havia vários cenários na própria rede, os professores tinham diferentes apropriações tecnológicas e os estudantes, diversas condições e possibilidades de acesso à internet. Com isso, ficou ainda mais evidente a necessidade de pensar a equidade e as desigualdades sociais na educação”, concluiu.

Por fim, Edméa Santos levantou o fato de a pandemia ter evidenciado que há muito a avançar na Educação Pública. Mas, segundo ela, é preciso lembrar que, em outros momentos, a inclusão digital foi colocada como política pública no Brasil. A pesquisadora apresentou o conceito de Cibercultura, que vivemos hoje com o advento das tecnologias digitais no cotidiano. O atual cenário dá mais senso de urgência na necessidade de reformulação curricular e da garantia do conhecimento digital nas escolas de Educação Básica e nas formações dos professores. E isso só será possível através de políticas públicas em todas as esferas: municipal, estadual e federal. “Precisamos articular os saberes curriculares científicos com a vida cotidiana. E não dá para fazer isso sem mexer no colonialismo dos currículos. É preciso investir fortemente em ações antirracistas e antissexistas para construir uma educação igualitária, que busque reduzir cada vez mais as desigualdades”, ponderou.

 

Para assistir ao webinário Gestão Híbrida: Ampliação de olhares sobre o ensino aprendizagem, acesse:

 

 

Ensino Híbrido: Aprendizagem ativa na interação entre estudantes e educadores

O próximo webinário do ciclo Educação para Juventudes, no dia 5 de maio (quarta-feira), discutirá o “Ensino Híbrido: Aprendizagem ativa na interação entre estudantes e educadores”. Foram convidados para a discussão Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional e Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP); e Vagna Brito de Lima, coordenadora de Formação Docente e Educação a Distância da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc-CE). Com mediação de Jane Reolo, coordenadora do Instituto Unibanco, e tradução em libras, o encontro será transmitido ao vivo, às 16h, pelo canal do Instituto no YouTube: https://youtu.be/reJXCtk2zKs.

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