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Conseguir emprego e ter conhecimento são principais papéis da educação para a população, mostra pesquisa

20/01/2022 | Editado em 21/01/2022 17:34

Realizado pelo Datafolha a pedido do Instituto Unibanco, estudo também mostrou que, para 43% da população, as perdas de aprendizado dos estudantes na pandemia não podem ser mais recuperadas.

Pesquisa Datafolha Jovem de Futuro

O Instituto Unibanco lançou nesta quinta (20/01) a pesquisa “Jovem de Futuro”, realizada pelo Datafolha, e que mediu a percepção atual da população brasileira sobre a educação. Realizada entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro de 2021, o levantamento ouviu 2.070 pessoas com 16 anos ou mais, de todas as classes econômicas, e cobriu 129 municípios de todo o Brasil, com margem de erro máxima de 2 pontos percentuais, e nível de confiança de 95%.

“Ter conhecimento” e “conseguir um emprego” são os principais papéis da educação para a população brasileira, segundo o levantamento. As pessoas também destacam que a educação contribui para “respeitar direitos e deveres”, “reduzir a desigualdade” e “reduzir a violência”. Além disso, cerca de 4 em cada 10 brasileiros com 16 anos ou mais (43%) acreditam que as perdas de aprendizado na educação, especialmente nas escolas públicas, não poderão ser recuperadas.

A pesquisa também perguntou às pessoas que temas devem ser abordados pela educação brasileira. Os destaques foram:

  • prevenção às drogas (25%)
  • educação sexual (10%)
  • redução de desigualdade (9%)
  • racismo (9%)

Outro dado aponta que cerca de 5 em cada 10 brasileiros (47%) com 16 anos ou mais consideram que a importância da educação diminuiu durante a pandemia. A outra metade se divide entre aqueles que consideram que a importância aumentou (28%) e aqueles que consideram que ficou igual (24%).

Para o superintendente-executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques:

“entender como está a percepção da população brasileira sobre a importância da educação pode ajudar gestores e profissionais da área a definirem prioridades e terem um diálogo mais assertivo com a sociedade. Principalmente em um ano eleitoral como é 2022, é fundamental trazermos a educação para o centro do debate público, e não há melhor forma de fazer isso que agirmos de maneira articulada com os anseios e percepções dos cidadãos”.

A íntegra da pesquisa está disponível no Observatório de Educação, do Instituto Unibanco, e pode ser acessada aqui.

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