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Documentários sobre desafios educacionais de jovens de diferentes estados estreiam na TV Aberta

02/06/2022 | Editado em 02/06/2022 11:18

Filmes produzidos com apoio do Edital Conexão Juventudes, do Instituto Unibanco, trazem histórias de vida e abordam questões como gravidez na adolescência, falta de acesso à internet e necessidade de trabalhar para contribuir com a renda familiar

A partir do dia 4 de junho, o Instituto Unibanco apresenta, em parceria com TVs educativas de seis estados brasileiros, os documentários vencedores do Edital Conexão Juventudes, realizado em parceria com o Instituto de Políticas Relacionais (IPR) e a Brasil Audiovisual Independente (Bravi). Com 26 minutos de duração, os filmes retratam o cotidiano de jovens estudantes durante a pandemia do Covid-19 e passam por temas como situação de estudantes imigrantes, educação indígena e afro-centrada, falta de acesso à internet, violência urbana e dificuldades para compatibilizar emprego e estudo, entre outros.

O cronograma prevê a exibição de um filme por semana, de 4 de junho a 9 de julho, às 11h30 nas emissoras Rede Minas (MG), TV Antares (PI) e TV Ceará (CE), às 12h na TV Brasil Central – TBC (GO), e às 14h na Rádio e Televisão do Espírito Santo – RTV (ES). Além disso, nas segundas-feiras consecutivas, de 6 de junho a 11 de julho, os documentários serão exibidos também na TV Universitária (RN), sempre às 18h. A ordem de exibição dos filmes será: Onde aprendo a falar com o vento (dias 4 e 6 de junho); Contraturno (11 e 13 de junho); desConectados (18 e 20 de junho); Antes do livro didático, o cocar (25 e 27 de junho); Adolescer (2 e 4 de julho); e Terremoto (dias 9 e 11 de julho).

Saiba mais sobre os filmes aqui.

O diretor e autor de documentários e filmes de ficção João Jardim, que participou da seleção dos projetos e realizou uma mentoria para as produtoras durante o processo de finalização dos filmes, fala da qualidade das produções:

“O resultado é um retrato muito bonito sobre como diferentes regiões do Brasil lidaram com a pandemia do ponto de vista da educação. Você tem desde a ausência total até uma forma em que a escola foi salvadora. E cada projeto tem muita personalidade. Além disso, vale a pena ver os filmes porque eles trazem uma visão positiva sobre o mundo que a gente vai construir a partir de agora”.

Sobre o edital

Com apoio técnico e financeiro no valor de R$ 130 mil por documentário, o Edital Conexão Juventudes selecionou seis produtoras, que desenvolveram filmes de 26 minutos retratando os desafios e o cotidiano de jovens de cinco estados brasileiros durante a pandemia do Covid-19.

A escolha dos projetos – entre dezenas de inscritos – ficou a cargo de uma comissão julgadora composta pelos cineastas João Jardim, já mencionado, João Moreira Salles e Val Gomes, além de Tiago Borba, gerente de Planejamento e Articulação Institucional do Instituto Unibanco; Mauro Garcia, presidente da Brasil Audiovisual Independente (Bravi); e Eliane Costa, coordenadora do MBA Bens Culturais: cultura, economia e gestão, da Fundação Getúlio Vargas. Já durante a execução, as produtoras receberam mentoria, além de João Jardim, da cineasta Marcia Medeiros, na montagem.

“Para nós, é uma grande satisfação promover iniciativas como esta. Com uma importante diversidade regional, os documentários apresentados contam histórias que dialogam com os desafios das juventudes brasileira e do Ensino Médio público”, afirma Tiago Borba, do Instituto Unibanco.

Todos os filmes foram criados e produzidos por equipes locais, com o olhar do território, formando um mosaico de linguagens audiovisuais e perspectivas da educação, abordando temas diversos, como a adolescência, educação indígena, imigrantes e educação afrocentrada, entre outros. O contexto da pandemia atravessou todos os filmes, sem se sobrepor à proposta central de cada um.

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