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Especialistas discutem Educação Híbrida em Webinário

21/07/2021 | Editado em 21/07/2021 18:31

Evento promovido pela Secretária de Estado da Educação do Piauí e pelo Instituto Unibanco é o terceiro do ciclo de webinários para profissionais da rede estadual de educação piauiense


No dia 24 de junho, a Secretaria de Estado da Educação do Piauí e o Instituto Unibanco realizaram o webinário Episódio 3: Educação Hibrida – desafios e oportunidades, terceiro encontro do Ciclo de Webinários de Gestão da Educação Piauiense, iniciado em abril. Com transmissão ao vivo e tradução em libras, o evento teve palestras de Lilian Bacich, diretora da Tríade Educacional; Andréa Gonçalves, coordenadora de projetos na Elos Educacional; e Santina Barbosa, formadora da Unidade Chão da Escola (UTECE) da Seduc-PI. A fala de abertura foi de Maria José Neta, Diretora da Unidade de Ensino e Aprendizagem (UNEA) da Seduc-PI, e a mediação de Viviane Carvalhedo, diretora do Canal Educação da Seduc PI.

Abrindo o evento, Maria José Neta falou sobre a importância de debater o futuro da Educação Básica no âmbito do ensino híbrido. Destacou que, embora a modalidade tenha ganhado força durante a pandemia, já havia muitos estudos e pesquisas sobre o assunto. Segundo ela, com o conhecimento prévio e a experiência adquirida ao longo do último ano, pode-se aprimorar a forma de fazer educação.

“Estamos hoje reconstruindo a Educação do Piauí e do Brasil. Esse momento é uma oportunidade de aprender a usar de forma mais proveitosa a tecnologia na Educação. Nós temos pela frente a missão de lutar para construir e garantir recursos para minimizar as perdas de aprendizagem por conta da pandemia. E o ensino híbrido pode ser um aliado”, afirmou.

Em seguida, Lilian Bacich ressaltou que para pensar o uso do ensino híbrido nas escolas é preciso entender que há uma diferença entre ele e o ensino remoto, adotado emergencialmente a partir do fechamento das escolas por conta da pandemia.

“É muito importante entendermos o que é o ensino híbrido, ter em mente que ele só acontece, conforme a literatura científica, se o estudante estiver presente na escola”, pontuou.

A pesquisadora afirmou que o atual momento é de experimentações e testes de ações e metodologias que poderão ser aperfeiçoadas e adotadas com o futuro retorno dos estudantes às escolas. E que os gestores escolares devem apoiar e fortalecer no desenvolvimento de uma nova realidade de escola. Para ela, essa transformação da escola só será possível se houverem levantamentos e análises de dados.

Andréa Gonçalves aprofundou a discussão trazendo uma proposta de metodologia prática para ser aplicada no ensino remoto. Ela destacou que na modalidade híbrida é importante ter uma visão macro da Educação, com ações que devem ser adotadas antes, durante e depois dos encontros e aulas com estudantes, uma vez que as aulas presenciais vão reverberar as atividades e conhecimentos adquiridos pelos estudantes fora daquele momento.

“Se o planejamento já era fundamental antes, ele é muito mais importante agora. Precisamos fazer um trabalho muito sistematizado, com clareza dos objetivos que queremos alcançar e de como faremos para chegar a essas metas”, afirmou.

Encerrando o debate, Santina compartilhou as experiências positivas adquiridas ao longo dos últimos meses por meio de práticas embasadas em metodologias ativas. A educadora destacou as ações da CETI Lima Ribeiro localizada na cidade de São Miguel Tapuio, como: o uso do jogo Minecraft na aula de história para abordar o feudalismo, com atividade sobre o assunto para os estudantes no próprio ambiente do jogo; e a produção de fanzines por parte dos jovens para a discussão sobre a respiração celular na aula de biologia.

“É muito desafiador esse momento, mas podemos ver, por meio dessas práticas, que é possível desenvolver a autonomia dos nossos estudantes na busca pelo conhecimento. Este é um momento de discutirmos com nossos colegas de trabalho quais práticas funcionaram ou não e, com essa integração da equipe escolar, avançarmos na implementação das tecnologias no processo pedagógico”, concluiu.

Confira a íntegra do webinário Episódio 3: Educação Hibrida – desafios e oportunidades:

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