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Especialistas discutem novas perspectivas de currículos escolares em Webinário

01/12/2020 | Editado em 15/12/2020 14:27

Durante evento realizado pela Secretaria de Estado de Educação do Piauí (Seduc-PI) e o Instituto Unibanco, discutiu-se também como novos currículos podem ser aliados na redução dos impactos da pandemia

A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc-PI) e o Instituto Unibanco realizaram, no dia 26 de novembro, o webinário Novos olhares sobre Currículo e desdobramentos para correção de fluxo. Com a participação de Carlos Alberto Pereira da Silva, superintendente de Educação Básica da Seduc-PI, Gabriela Oliveira, coordenadora do Programa de Alfabetização na Idade Certa (em regime de colaboração), João Cepa, especialista em currículo do Programa Formar, e Rita Jobim, coordenadora de Políticas de Ensino Médio do Instituto Unibanco, o evento foi transmitido ao vivo pelo YouTube, com tradução em libras. A mediação ficou a cargo de Viviane Carvalhedo, diretora da Unidade de Mediação Tecnológica da Seduc-PI.

Abrindo o debate, Rita Jobim destacou que é fundamental escutar as demandas e sugestões de estudantes e professores para a reformulação do Ensino Médio, além de apresentar os quatro pilares que sustentam a proposta do Novo Ensino Médio: desenvolvimento integral dos estudantes, que devem estar no centro da aprendizagem; ampliação progressiva da carga horária; flexibilização curricular a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC); abordagens pedagógicas mais interativas, inclusivas e diversificadas. A especialista reforçou também a importância de as redes buscarem garantir em seus currículos o cumprimento das competências gerais determinadas na BNCC.

“Essas competências são transversais e atravessam a Educação Básica inteira. Elas já eram mencionadas no modelo anterior, mas a proposta do Novo Ensino Médio explicita que é um direito dos estudantes se desenvolverem dentro dessas competências”, frisou.

Na sequência, João Cepa afirmou que, para o planejamento do ano letivo de 2021, é indispensável pensar na recuperação dos problemas agravados na Educação durante a pandemia. Segundo ele, uma forma de mitigar os efeitos da crise é a implementação de um currículo prioritário, determinado na BNCC. Este currículo permite que, em momentos de excepcionalidades, as escolas possam estabelecer recortes de aprendizagem essenciais e de habilidades prioritárias a serem desenvolvidas pelos estudantes em sua trajetória escolar.

“Podemos estabelecer algumas aprendizagens que são mais estratégicas e mais relevantes numa hierarquia do ensino. São conhecimentos e conceitos que ajudam os jovens a fazerem a conexão de conteúdo de uma forma mais ampla ao longo dos anos escolares”, afirmou.

Já Gabriela Oliveira compartilhou o desafio de planejar e definir quais seriam os conteúdos prioritários determinados para a rede estadual de ensino do Piauí, uma vez que, como educadora, acredita que todos os conteúdos mencionados na BNCC são essenciais. Ela destacou a importância da parceria com o Instituto Unibanco:

“Precisamos garantir que estas habilidades conversem entre si. E que a aprendizagem básica seja garantida para nossos estudantes neste momento de ensino remoto”, afirmou.

Carlos Alberto Pereira da Silva, por sua vez, lembrou que, para esta elaboração curricular, os educadores devem refletir sobre qual o é papel da escola e como ela fará para cumprir sua missão neste contexto de pandemia. Segundo ele, o maior desafio é reduzir a evasão e o abandono escolar.

“O papel da escola no combate à evasão está justamente em acompanhar a frequência e o engajamento dos estudantes. Este acompanhamento de perto permite que os alunos que vivem em condições de risco ou de violência possam ser encaminhados aos órgãos competentes. A identificação desses problemas pode ser decisiva na trajetória escolar dos jovens”, ponderou.

O webinário completo Comunicação e Engajamento nas Redes Educacionais está disponível em:

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