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Instituto Unibanco discute como as redes de ensino estão reorganizando os processos de aprendizagem para 2021

04/12/2020 | Editado em 04/12/2020 21:44

Webinário reuniu gestores escolares para apresentar os projetos para o próximo ano letivo, considerando o contexto da pandemia de Covid-19

O Instituto Unibanco realizou, no dia 2 de dezembro, o webinário “Reorganização dos processos de ensino-aprendizagem para 2021”. Participaram do evento Carlos Alberto Pereira, superintendente de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc-PI) e Professor da Universidade Estadual do Piauí; Andrea Guzzo Pereira, subsecretária de Educação Básica e Profissional da Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu-ES); Ada Pimentel, presidente do Conselho Estadual de Educação do Ceará (CEE-CE); e Edneia Gonçalves, coordenadora executiva adjunta na Ação Educativa Assessoria Pesquisa e Informação. A mediação ficou por conta de Felipe de Souza, coordenador de implementação de projetos do Instituto Unibanco.

Na abertura, Felipe destacou os desafios pelos quais as redes de ensino passaram neste ano por conta da pandemia do coronavírus e falou sobre a necessidade de reorganização dos planos de ensino a fim de minimizar as perdas no ambiente escolar. Ele enfatizou que o webinário tem o intuito de promover o diálogo sobre como as redes de ensino estão se preparando para o próximo ano, passando por aspectos como os processos avaliativos, a progressão dos estudantes e a desigualdade de aprendizagem. “Como já estamos em dezembro, esta conversa funciona como uma ponte entre o que já vivemos, o momento em que estamos agora e o que podemos esperar para o próximo ano”, explicou.

Em seguida, o professor Carlos Alberto Pereira contou como o sistema acadêmico da Seduc-PI teve que ser adaptado. Houve ajustes no sistema de avaliações, formação do corpo técnico dos professores e a criação de um plano de ensino remoto. Ele explicou ainda que a Secretaria criou um programa de correção de fluxo de aprendizagem para evitar o abandono e a evasão escolar. O programa propõe, inclusive, que o primeiro trimestre de 2021 seja utilizado para recuperar as competências e habilidades não adquirida pelos estudantes em 2020. Após esta etapa, haverá um diagnóstico do programa para liberar novas matrículas, que devem ocorrem a partir de abril. “Priorizamos a avaliação formativa e indexamos no sistema acadêmico a possibilidade de que todas as atividades remotas, síncronas e assíncronas, pudessem ser registradas pelo corpo técnico de professores. Para isso, na formação, foi garantido que as escolas apresentassem um plano de trabalho para o período remoto”, descreveu.

A professora Andrea Guzzo Pereira, por sua vez, contou sua experiência na Sedu-ES com a implementação do Programa Escolar, criado para readequar os protocolos de ensino e aprendizagem e atender à nova realidade a partir da pandemia, além de instituir atividades pedagógicas não presenciais para manter o vínculo dos estudantes com a escola e realizar parcerias e readequação curricular. O programa também propôs a redução da carga horária e a promoção de todos os alunos em 2020.  “A maior dificuldade que vamos enfrentar no próximo ano é o abandono e a evasão, por isso precisamos acolher os estudantes e focar na busca ativa. Precisamos que o estudante esteja na escola para podermos procurar caminhos e minimizar os prejuízos”, disse. Para 2021, a proposta é ampliar o Programa Escolar, com foco na continuidade da formação dos professores, aumento da carga horária e implementação de política de reforço escolar.

Ada Pimentel, do Conselho Estadual de Educação do Ceará, contou que uma pequena elite conseguiu se adaptar ao ensino remoto, mas a grande base de alunos da escola pública é desprovida de elementos que facilitem a comunicação com a escola e a aprendizagem. “O conselho entendeu que não era possível baixar normas iguais para situações tão diferenciadas. Temos a compreensão de que o nosso trabalho se trata de uma construção de um protocolo pedagógico com caráter orientador. A tônica se tornou a flexibilidade” explicou.

Por fim, Edneia Gonçalves destacou como as redes públicas estão investindo no fortalecimento da educação de qualidade, na percepção da necessidade do investimento em pesquisas e novas oportunidades. Edneia também mencionou o desafio de inclusão digital entre os próprios professores como um empecilho para uma formação mais igualitária.  “O ano de 2020 escancarou o tamanho das desigualdades sociais no Brasil e a educação é que sofreu o primeiro grande impacto”.

Para assistir ao webinário completo, acesse o canal do Instituto Unibanco no YouTube.

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