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Instituto Unibanco e Instituto Maria e João Aleixo: uma parceria pelo investimento em pesquisa da Educação Básica nas Periferias

20/08/2021 | Editado em 20/08/2021 13:41

O Instituto Unibanco acredita na importância do oferecimento de subsídios, por meio de estudos e pesquisas, para promoção da melhoria da educação pública brasileira. É por isso que, desde 2017, desenvolve atividades em parceria com a Universidade das Periferias (UNIperiferias), iniciativa do Instituto Maria e João Aleixo (IMJA), organização que sistematiza e difunde metodologias e tecnologias sociais para ampliar as possibilidades de inserção de moradores da periferia na realidade contemporânea.

Como resultado dessa parceria, foram fomentados os editais Pesquisadoras da Educação Básica em periferias (2018-2019; 2019-2020), direcionados a pesquisadoras do Brasil e América Latina com o objetivo de construir conhecimento que reconheça e valorize pessoas de baixa renda, moradoras de regiões periféricas. Para tanto, o processo seletivo dos editais considerou o pertencimento étnico racial e as identidades de gênero como critério de seleção.

Tiago Borba, gerente de Planejamento e Articulação Institucional do Instituto Unibanco, comenta:

“Apoiar a produção de conhecimento no campo da educação a partir dos territórios e trajetórias dos sujeitos periféricos, reconhecendo e valorizando as diferentes experiências sociais e identidades raciais e de gênero, apontam novos caminhos para a construção de práticas educativas conectadas à diversidade e que promovam equidade. A parceria com as pesquisadoras da UNIperiferias tem enriquecido a abordagem dessas temáticas na atuação e projetos do Instituto, reforçando o compromisso com o direito à educação pública de qualidade e a redução das desigualdades”.

Nesse sentido, as pesquisas produzidas pelas 16 pesquisadoras, desde 2018, em escolas públicas situadas em áreas periféricas da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo oferecem reflexões fundamentais sobre os desafios da construção de uma escola democrática e equitativa, a partir de práticas educativas que insiram a temática racial e de gênero na escola, além de incorporar os estudantes como sujeitos do seu processo de desenvolvimento pleno. Essas experiências foram publicadas em dois livros e apresentadas em seminários, além de levar ao desenvolvimento de uma pesquisa de avaliação das escolas em 2020 e 2021.

Em continuidade à proposta dos editais, a UNIperiferas e seu grupo de pesquisadoras-professoras negras associadas desenvolveram, em 2020, o projeto Pesquisadoras da Educação Básica em periferias: uma proposta de pesquisa a partir do trabalho remoto. Essa investigação tem como objetivo trazer contribuições de práticas pedagógicas antirracistas e antissexistas para o desenvolvimento das estudantes e os desdobramentos nas práticas de professores e gestores escolares, a partir de dados qualitativos e quantitativos, pesquisados nas escolas públicas dos editais.

“A parceria com quem te escuta, respeita, dialoga e, sobretudo, reconhece a pluralidade institucional de saberes, práticas e metodologias faz com que nossa proximidade por meio das ações da UNIperiferias seja mais pulsante, confiável, colaborativa e compartilhada de proposições democráticas e inclusivas. O prazer dessa parceria é a chave para nossas ações futuras”, afirma Ana Beatriz da Silva, responsável pela coordenação dos pesquisadores da Educação Básica do Instituto Maria e João Aleixo.

Sobre o Instituto Maria e João Aleixo

O Instituto Maria e João Aleixo tem por objetivo primeiro contribuir para a compreensão das formas, funções e processos que caracterizam os territórios periféricos, levando em conta as práticas sociais dos seus sujeitos, e suas formas de inserção no mundo social. Em segundo lugar, o Instituto buscará sistematizar e difundir metodologias e tecnologias sociais que permitam ampliar as possibilidades dos sujeitos oriundos das periferias, especialmente, e o seu lugar político na realidade contemporânea. Por fim, o IMJA buscará construir um movimento Internacional das Periferias que articula pesquisadores associados, ativistas sociais e produtores culturais para a criação de processos colaborativos que permitam ampliar os estudos e as proposições de políticas de desenvolvimento territoriais.

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