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Webinário discute formas de garantir a aprendizagem e a equidade no Ensino Médio

19/04/2021 | Editado em 17/05/2021 18:07

Reunindo mais de 3.600 espectadores simultâneos, evento realizado pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais e Instituto Unibanco debateu as conquistas da parceria desde 2019

No dia 14 de abril, a Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais (SSE/MG) realizou, em parceria com Instituto Unibanco, o 3° Seminário de Gestão Educacional do Ensino Médio: aprendizagem e equidade. O evento teve a participação de Julia Sant’Anna, secretária estadual de Educação; Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco; Ângela Soares Garcia, gestora da Escola Monsenhor Domingos; Cátia Couto Castro Mourão, especialista em Educação Básica; Igor Ferreira, subsecretário de articulação educacional da SEE/MG; e Geniana Faria, subsecretária de desenvolvimento da Educação Básica da SSE/MG. A mediação foi do jornalista Antônio Gois.

Abrindo o evento, Julia Sant’Anna falou sobre a importância da parceria da SEE-MG com o Instituto, por meio do Jovem de Futuro. E destacou o papel fundamental, no atual momento de crise, da elaboração e da execução dos planos de ação por meio do Circuito de Gestão, metodologia de gestão do Jovem de Futuro.

“Sabemos que os diretores estão com um trabalho árduo e que é um período sensível em nosso estado. Mas entendemos que é muito potente o trabalho do Jovem de Futuro e que ele nos trará bons resultados”, declarou.

Em seguida, Ângela Soares e Cátia Couto fizeram uma apresentação de caso, compartilhando os avanços e as melhorias na gestão na Escola Monsenhor Domingos. Ângela afirmou que, com o Jovem de Futuro, passou a ter contato com ferramentas que permitiram acessar e entender os dados de avaliações escolares; organizar melhor as ações desenvolvidas; e analisar de forma mais eficiente as medidas que deram certo, alterando o que fosse necessário.

“O Jovem de Futuro veio organizar ações que nós já desenvolvíamos na escola e analisar melhor os dados. Ele conseguiu nos trazer a importância de importância de sistematizar os processos e compilar dados para usarmos no planejamento”, afirmou.

Cátia Couto completou a fala da diretora afirmando que, com a chegada da iniciativa, foi possível reagrupar as ações por eixo de trabalho, colocando, assim, os estudantes como participantes ativos do funcionamento da escola e das tomadas de decisões.

“A escola reestruturou tanto o pedagógico, quanto o administrativo. Com essa nova organização, conseguimos envolver os estudantes e seus responsáveis nas ações, chegando a ter 80% de participação da comunidade escolar nos eventos e reuniões propostas”, explicou.

Ricardo Henriques, por sua vez, apresentou de forma bastante detalhada os objetivos, metodologias e ferramentas propostos às Secretarias de Educação parceiras do Jovem de Futuro.

“Tudo o que fizemos até hoje trouxe resultados e esperamos que os avanços sejam ainda maiores em Minas Gerais”.

Igor Ferreira trouxe sua vivência tanto de quando era gestor escolar, como agora, no cargo de subsecretário de articulação educacional da SEE/MG. Segundo ele, a implementação do Jovem de Futuro em Minas Gerais contribuiu para uma gestão mais assertiva e eficiente nas escolas.

“A gente conseguiu parar e colocar os projetos que já estávamos fazendo no papel. O Jovem de Futuro veio para percebermos a importância de estruturar, organizar, avaliar e reestruturar os projetos”, concluiu.

Encerrando o encontro, Geniana Faria afirmou que, neste momento de tantos desafios para a Educação Pública, é ainda mais urgente parar e analisar as dificuldades apresentadas pelo corpo escolar. E, a partir disso, planejar ações certeiras com base nas demandas mais emergenciais daquela comunidade.

“Neste momento, precisamos superar juntas e juntos os desafios que estão colocados. O Jovem de Futuro, nessa pandemia, vem ajudar as escolas a organizar suas ações, refletir sobre os problemas e pensar as soluções possíveis. Precisamos garantir o direito à educação e isso significa direito ao acesso e à aprendizagem. Precisamos fazer o estudante se sentir pertencente à escola, mesmo estando distante fisicamente”, pontou.

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