PIAUÍ ABRE CICLO DE 2026 COM FOCO NA GESTÃO DA APRENDIZAGEM
Encontros reuniram trios gestores e técnicos e coordenadores de ensino em Teresina para pactuar metas, orientar o planejamento e fortalecer o acompanhamento pedagógico nas escolas da rede

A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc-PI), em parceria com o Instituto Unibanco, realizou, em Teresina, dois eventos que marcaram o início do ciclo de 2026 do Circuito Gestão da Aprendizagem (CGdA). O primeiro, “Gestão da Aprendizagem 2026”, reuniu o trio gestor das Gerências Regionais de Educação e equipes da secretaria, no dia 31 de março, com a presença do Secretário de Educação do Estado, Rodrigo Torres. Já o encontro “Gestão Pedagógica na Prática”, realizado nos dias 7 e 8 de abril, teve como foco técnicos e coordenadores de ensino das regionais.
Com objetivos complementares, os encontros abriram o ciclo anual do CGdA ao alinhar diretrizes, metas e estratégias da rede para o ano letivo, ao mesmo tempo em que aprofundaram orientações práticas para o planejamento, o acompanhamento pedagógico e o monitoramento das ações nas escolas.
“Primeiro, tivemos um encontro com os gerentes regionais para alinhar as expectativas para o ano letivo de 2026. E, depois, com técnicos e coordenadores de ensino para trabalhar a gestão da aprendizagem na prática, fortalecendo a conexão entre regional e escola, para garantir o direito de aprendizagem dos estudantes”, afirmou Marcelo Lema, coordenador de implementação de Políticas Públicas, do Instituto Unibanco, no Piauí.

METAS E EXPECTATIVAS PARA 2026
Ao reunir lideranças regionais e equipes da secretaria, o primeiro encontro teve como foco o alinhamento estratégico da rede. A partir dos resultados do SAEPI 2025, foram pactuadas metas para os próximos anos, com projeções que posicionam o estado em trajetória de liderança nacional nos indicadores educacionais. Nesse contexto, foi reforçada a ideia de que o trabalho com a aprendizagem deve ser contínuo. Isso exige preparação, acompanhamento e ajustes permanentes ao longo do ciclo.
A lógica de atuação em rede também foi destacada como elemento central para o avanço dos resultados. “Escolas e regionais não estão isoladas no sistema. Estamos em um mesmo projeto, com metas em comum”, destacou Mirela de Carvalho, gerente de implementação de Políticas Públicas Educacionais, do Instituto Unibanco, ao reforçar a importância da implementação coordenada das políticas educacionais e da clareza sobre prioridades e responsabilidades em cada nível da rede.
DO PLANEJAMENTO À EXECUÇÃO
Para além do planejamento, o avanço das metas estabelecidas passa diretamente pela capacidade de execução e acompanhamento das ações nas escolas. Nesse sentido, o monitoramento do Circuito Gestão da Aprendizagem foi apresentado como um processo estruturado, que envolve análise contínua, identificação de desafios e construção coletiva de soluções.

Entre os instrumentos centrais desse processo está a Visita de Assessoramento Pedagógico (VAP), que organiza o acompanhamento das escolas em três momentos – antes, durante e após a visita –, contemplando desde o levantamento de dados e alinhamento com as equipes gestoras até a escuta de professores e estudantes e a devolutiva para as regionais.
Foi justamente esse olhar para a prática e para o fortalecimento do acompanhamento pedagógico que orientou o segundo encontro realizado pela rede. Voltado a técnicos e coordenadores de ensino, o evento “Gestão Pedagógica na Prática” aprofundou o papel das regionais no apoio direto às escolas, com foco na implementação das diretrizes da rede e no alcance das metas pactuadas para 2026.
A PRÁTICA DO ASSESSORAMENTO PEDAGÓGICO
Ao longo de dois dias, os participantes trabalharam estratégias para qualificar o planejamento e a realização das visitas de assessoramento pedagógico, incluindo a estruturação de protocolos, o uso de instrumentos de acompanhamento e a análise de evidências coletadas nas escolas. Oficinas práticas abordaram desde o planejamento prévio das visitas até a sistematização das informações e a definição de encaminhamentos após o contato com as unidades escolares.
A proposta foi fortalecer a atuação dos técnicos como mediadores entre as políticas educacionais e o cotidiano escolar, contribuindo para um acompanhamento mais próximo, estruturado e orientado por dados. A realização dos dois encontros marca o início de um ciclo que se desdobra ao longo do ano, com foco no acompanhamento das escolas, na análise dos resultados e no aprimoramento contínuo das práticas pedagógicas em toda a rede.
“Quem trabalha em educação há muito tempo sabe que não tem segredo para ensinar. É preciso ter uma aula bem planejada, com o professor dominando o conteúdo e estratégias que envolvam o aluno desde o início. Quando isso acontece, os resultados aparecem”, destacou Viviane Faria, superintendente de ensino da Seduc-PI.