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Artigo 205 – Episódio #5 – Evasão e abandono: a luta para manter os alunos na escola

10/11/2021 | Editado em 10/11/2021 13:24

Sons de passos e porta batendo

 

Sons de ventania e de obra de construção

 

Apresentador: Esse som que você está ouvindo é de uma serra. Ela poderia estar em uma fábrica, na construção civil ou mesmo na selva amazônica. São trabalhos que a gente imagina que podem estar sendo exercidos agora por jovens que deveriam estar na escola, mas que tiveram que parar de estudar por razões econômicas, familiares ou por carências das mais variadas. Situações como essas, ou parecidas, aconteceram em muitos lugares do Brasil na pandemia de Covid-19, mas não foram as únicas causas da evasão de um percentual estimado em 30% a mais do que aquele que era verificado antes de 2020 nas escolas brasileiras. Por isso, muitos educadores e gestores temem que uma geração de estudantes, que atualmente têm entre seis e 17 anos, esteja sob o risco de ter uma formação escolar muito deficiente ou mesmo de abandonar definitivamente a escola por não conseguir acompanhar os estudos.

 

Apresentadora: Olá! Este é o Artigo 205, o podcast em defesa do direito à educação. Hoje a gente vai falar de uma das coisas que mais ameaçam esse direito: a evasão escolar. Meu nome é Marta Vancini.

 

Apresentador: E o meu é Rubem Barros.

 

Abandono e evasão são conceitos técnicos distintos, que muitas vezes geram confusão entre si. Para esclarecer essa diferença, vamos recorrer à professora Rosângela Fritsch, da Universidade do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, para que ela defina melhor o tema deste episódio. Ela é diretora acadêmica da Associação Brasileira de Prevenção da Evasão Escolar.

 

Rosângela Fritsch: O abandono são os alunos que desistem durante um determinado ano letivo e a evasão são os alunos que não retornam. Nesse sentido, a evasão tem muito mais peso na discussão porque ela pode significar um não retorno para o sistema. A pandemia traz uma potencialização desse fenômeno, que é complexo, multidimensional e sistêmico. Nesse sentido, os números, as taxas, as estatísticas são importantes, mas, para além disso, a gente precisa passar a se fazer outras perguntas que dizem respeito a uma melhor compreensão do porquê desse fenômeno.

 

Apresentadora: Indo nessa linha da Rosângela, a perda de vínculo com a escola é um dos principais impactos da pandemia na área da educação. Não são poucos os jovens que tiveram que interromper os estudos para trabalhar e ajudar no sustento da família ou que perderam o estímulo por causa das dificuldades de conexão com a internet, por falta de equipamentos adequados para assistir às aulas on-line ou mesmo porque não conseguiam sustentar o ritmo de estudos em casa.

 

Um estudo realizado pelo Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, em conjunto com o Cenpec, dimensionou esse universo e chegou à estimativa de que mais de 5 milhões de crianças e adolescentes, de seis a 17 anos, estavam nessa situação em novembro de 2020.

 

Apresentador: Marta, é importante a gente lembrar também que esse número não considerou as crianças de quatro a cinco anos, que, pela lei, também têm que frequentar as escolas. Ou seja, o número de excluídos pode ser bem maior do que isso. Desse total, 1 milhão e meio não estava frequentando a escola e outros 3 milhões e 700 mil estavam matriculados, mas não conseguiam acompanhar as aulas ou mesmo estudar sozinhos.

 

Apresentadora: É… Esse é um cenário preocupante e que traz uma série de desafios para o presente e para o futuro. É o que analisa o professor e pesquisador Romualdo Portela de Oliveira, coordenador de pesquisa e avaliação do Cenpec.

 

Romualdo Portela de Oliveira: E isso é muito preocupante por duas razões: a primeira é porque esse aluno é um potencial evadido, ou seja, os vínculos dele com a escola estão se enfraquecendo e isso liga um sinal de alerta. E o segundo aspecto, que também é muito preocupante, é que nessa população, a concentração maior se dava na faixa etária correspondente ao Ensino Fundamental (anos finais), que é exatamente a etapa na qual a gente tem tido maior sucesso nas últimas décadas de inclusão da escola. Nós praticamente universalizamos o acesso ao Ensino Fundamental e a fragilizar os vínculos com a escola da população nessa faixa etária é muito preocupante, porque isso é uma inversão de tendência. É razoável esperarmos que nós vamos ter uma ampliação da evasão com o fim da pandemia e isso vai trazer uma intensificação do problema que já era mais antigo e que se agravou com a pandemia.

 

Apresentadora: Em 2019, havia 1 milhão e 100 mil crianças e adolescentes, de quatro a 17 anos, fora da escola. A maior parte deles, adolescentes na faixa de 15 a 17 anos: 629 mil, seguidos de crianças de quatro a cinco anos que computavam mais ou menos 384 mil. No contexto da pandemia, esse cenário mudou, como chamou a atenção Romualdo, pois houve um aumento da exclusão escolar na faixa de seis a 10 anos — exatamente no Ensino Fundamental I, que é uma etapa em que o acesso à escola já estava praticamente universalizado. Os cálculos do Unicef e do Cenpec indicam que, em novembro de 2020, 41% dos excluídos tinham de seis a dez anos de idade. Em segundo lugar estavam os adolescentes de 15 a 17 anos. Eles são 31%. Na faixa de 11 a 14 anos, ou seja, no Ensino Fundamental II, a porcentagem também é elevada: são quase 28%.

 

Apresentador: O estudo também mostra, assim como já acontecia antes da pandemia, que a exclusão escolar reforça o padrão das desigualdades socioeconômicas que caracterizam o Brasil, afetando mais intensamente quem já vivia em situação vulnerável. Ou seja, os índices são maiores entre pretos, pardos e indígenas, que correspondem a quase 70% do total de crianças e adolescentes sem acesso à educação.

 

Apresentadora: Como explica Daniela Arai, coordenadora de soluções em políticas públicas do Instituto Unibanco, essas características são comuns a todo o país, independentemente das diferenças regionais e locais, e acabaram se somando aos problemas do novo cenário provocado pela Covid-19.

 

Daniela Arai: A gente percebe que esses dois fatores, tanto os socioeconômicos quanto o do sentido da aprendizagem, têm um recorte bastante associado à classe, a gênero, à raça. São fatores diferentes, mas que a gente encontra em todos os estados em diferentes proporções. E existe uma outra gama de fatores, que surgiram com a pandemia e que também são igualmente desafiadores: a conectividade, por exemplo. Antes da pandemia, o fato de esses jovens não terem acesso à conectividade nas suas casas não era tão grave porque tinham acesso ao conhecimento e às discussões na escola. Com a questão do remoto, isso se tornou um problema de novo, principalmente para os jovens mais vulneráveis, e a própria questão do medo da contaminação. Com o avanço da vacinação entre os adultos isso foi se amenizando um pouquinho, mas ainda existe um medo muito grande de jovens e famílias de frequentarem as escolas e serem contaminados.

 

Apresentador: O recorte regional também reforça aquilo que a gente já sabia antes de 2020 sobre as desigualdades: segundo os dados do IBGE, no Norte e no Nordeste os percentuais de crianças e adolescentes, de seis a 17 anos, excluídos da escola são bem maiores do que nas outras regiões, variando de 28% no Norte ao mínimo de 5% no Sul. O Nordeste está em segundo lugar, com 18%, seguido do Sudeste e do Sul. Não é por mera coincidência que as maiores carências econômicas e de infraestrutura também estão no Norte e no Nordeste.

 

Apresentadora: A existência de programas que deem suporte para que os estudantes permaneçam na escola pode fazer toda a diferença na trajetória de muitos jovens. Como a renda é uma questão que afeta a grande maioria da população, a inexistência de políticas públicas voltadas para a manutenção dos estudantes, aliada a situações inesperadas, pode tirar muita gente da escola. E não é de hoje que isso acontece. Esse foi o caso da Laila Silva Gonçalves, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Hoje ela tem 29 anos, mas a Laila parou de estudar quanto tinha 17 anos e estava no 1º ano do Ensino Médio.

 

Laila Silva Gonçalves: Eu saí da escola porque eu fiquei grávida e eu enfrentei muitas dificuldades de ir para o colégio e tinha um pouco de vergonha na época, não era muito comum. Não tinham muitas meninas grávidas e eu acabei saindo. Fiquei fora do colégio por dez anos. Foi quando a minha filha cresceu um pouquinho e eu decidi tentar voltar. Aí eu voltei, agora estou no último ano e eu tive dificuldades porque eu não tinha com quem deixar os meus filhos (eu tenho um casal. Hoje a menina está com 11 anos e o menino está com oito).

 

Apresentadora: O ex-marido da Laila não era muito entusiasta do retorno dela para a escola e vivia colocando empecilhos. Desde quando eles se separaram, ela é a responsável pelo sustento das duas crianças. Essa foi uma dificuldade adicional para ela voltar a estudar. E, quando ela voltou, teve que conseguir uma autorização especial do conselho tutelar para que os filhos pudessem estar juntos com ela na escola.

 

Laila Silva Gonçalves: Eu combinei que eles teriam que ficar quietinhos para poder ajudar a mamãe e graças a Deus eles são bem obedientes. E aí eu levava lápis, canetinha, papel para colorir e eles ficavam lá a aula toda colorindo. Às vezes eu emprestava um pouco o celular para eles ficarem jogando e se distraírem… E aí eles ficaram, fizeram amizade com a escola toda.

 

Apresentadora: E com a pandemia, a Laila teve novas dificuldades.

 

Laila Silva Gonçalves: Eu não tinha computador, não tinha um bom celular e foi bem complicado. Eu sou autônoma, sou mãe solteira, então foi muito difícil. Fiquei com medo até de reprovar, mas por fim eu consegui ajuda de alguns vizinhos e eles me liberaram a internet para eu usar. Depois, graças a Deus, eu consegui devagarinho fazer uma unha daqui, uma unha dali (eu sou manicure). Aos pouquinhos eu consegui me adaptar à plataforma. Estava todo mundo muito perdido, nem a gente como aluno sabia muito bem usar nem os professores, mas a gente foi adaptando e estamos aí. Agora estou no último ano do Ensino Médio, reta final do ano e, embora com muitas dificuldades, graças a Deus eu consegui.

 

Apresentadora: Sua próxima batalha é conseguir o ingresso no ensino superior. Mesmo achando que não está bem-preparada, Laila vai tentar o Enem este ano.

 

Laila Silva Gonçalves: Eu tenho uma prima que está me ajudando a estudar para fazer a prova. Ela fez o preparatório há um tempo e está me dando uma força. E vamos ver! Vou tentar!

 

Apresentadora: Seu objetivo é deixar para trás o emprego atual de manicure e ingressar na área de biomedicina.

 

Laila Silva Gonçalves: Desde novinha eu sempre tive esse sonho de estar na área de pesquisa, de laboratório. Então eu tenho estudado para tentar.

 

Apresentador: Se no caso da Laila a gravidez inesperada, as dificuldades econômicas e o machismo do seu companheiro naquela época foram barreiras que fizeram com que ela ficasse dez anos afastada da escola, o exemplo do William, de 17 anos, de São Paulo, mostra que as coisas não precisam ser assim. Em poucos anos, desde que o pai dele ficou desempregado, a realidade do William mudou muito: ele estudava em uma escola particular como bolsista até o 1º ano do Ensino Médio. Aí teve de mudar para uma escola pública.

 

William: Quando eu soube que eu ia ter que vir para o Luiz Gonzaga Pinto e Silva, eu estava com medo. Eu nunca tinha estudado em escola pública. Eu vi que é muito bom tudo, mas se eu tivesse que largar os estudos para ajudar em casa, eu largaria.

 

Apresentador: O Luiz Gonzaga Pinto e Silva é uma escola da rede estadual paulista que fica no Jardim São Luís, na Zona Sul da capital. Um programa da Secretaria da Educação de São Paulo, voltado para alunos em condição de vulnerabilidade, prevê o pagamento de mil reais durante o ano letivo para aqueles estudantes que aderirem ao Bolsa do Povo Educação, que também contempla auxílios para que as famílias não deixem seus filhos evadirem por causa de percalços financeiros. Isso é o que teria acontecido com o William caso ele não tivesse acesso a esse programa.

 

William: Eu conversei com meus pais, porque eu estava até pensando em parar de estudar, mesmo, porque ia virar período integral essa escola e aí não daria. Eu quis entrar nesse Bolsa do Povo Educação para ajudar minha família, pois meu pai está desempregado já há três anos.

 

Apresentador: Já o pai do William, o Carlos Stapfer, foi um dos selecionados pelo mesmo programa para dar apoio às escolas. Ele tem 56 anos e trabalhou por 20 anos na companhia aérea TAM. Mas depois da fusão da empresa, houve uma série de demissões e ele foi um dos que perderam o emprego. O Carlos está em busca de um novo trabalho já há três anos e meio. Enquanto isso, trabalha de manhã na escola onde o William estuda e, à tarde, ajuda a mulher, que faz bolos e doces sob encomenda. Eles têm outro filho, mais velho do que o William, que está cursando Direito na Universidade Mackenzie. Ele também é bolsista.

 

Carlos Stapfer: Na escola eu até cuido da entrada dos alunos. A primeira coisa que eu observo é máscara: não pode entrar na escola sem máscara, tem que estar com ela o tempo todo. Tem mais de mil alunos a escola, é uma escola estadual grande. A carga horária são quatro horas diárias. Eu fico das 6:50 até às 10:50. Aí para falar assim o valor é somente R$ 500. Tem algumas pessoas que perguntam “pô, você não tem vergonha?” Eu falei: vergonha? Eu quero ver minha família se alimentando, continuar pagando água, luz, essas coisas e continuar sobrevivendo, né?

 

Apresentador: Como mostra a história do William e do pai dele, a educação é parte essencial da solução de muitos problemas do país, mas, sem uma articulação com políticas de outras áreas, com um olhar integral para o jovem, é difícil que a situação geral melhore.

 

A Daniela Arai explica o porquê:

 

Daniela Arai: O nosso esforço tem sido reunir atores da educação, do trabalho e da assistência social para pensar nessas ações integradas. É provocar o poder público a pensar em soluções que olhem para as necessidades integrais desses jovens. A gente está em um momento de derrocada da economia como um todo, não necessariamente todos os estados têm condições orçamentárias, têm receita para estabelecer um programa como esse, mas a gente julga que, para uma parcela dos jovens, os mais vulnerabilizados, isto é essencial: garantir que ele tenha condições financeiras de permanecer na escola.

 

Apresentadora: A pesquisa da parceria Unicef-Cenpec, que a gente citou no começo, traz também alguns dados de 2019, anteriores à pandemia. Eles mostram questões preocupantes sobre o interesse dos jovens pela escola. 38% deles não revelam interesse em estudar, principalmente os meninos. Esse desinteresse atinge 46% deles e 28% das meninas. Entre as garotas, o segundo motivo para não querer estudar é quase tão importante quanto o primeiro: 25% delas querem deixar a escola por causa da gravidez. Outro fator que retira as meninas da escola são as demandas familiares, como os afazeres domésticos e os cuidados com idosos, crianças ou pessoas com deficiência, que atinge quase 15% delas.

 

Para a oficial de educação do Unicef, Julia Rodrigues, há outros motivos que estão por trás do desinteresse ou da falta de atratividade da escola. Em entrevista ao podcast O Assunto, ela disse que os estudantes, ao serem perguntados sobre o porquê do desinteresse, acabaram revelando serem vítimas de racismo ou de bullying. Outra questão, ainda, é o aspecto da cultura escolar, como diz Romualdo Portela.

 

 

Romualdo Portela de Oliveira: Nós já começamos a analisar os dados de 2020 e nós tivemos uma redução da reprovação, do abandono etc., primeiro porque a grande maioria dos sistemas no Brasil acabou fazendo quase que uma aprovação automática, pois avaliou corretamente, do meu ponto de vista, que nós tínhamos uma situação excepcional. Não era o caso de reprovar, inclusive porque alguns não tiveram condições de acesso etc. Não acho isso ruim. O que eu acho que é complicado é o day after, ou seja, nós podemos vir a ter uma explosão de reprovação quando as coisas se regularizarem, porque a cultura escolar não se alterou. O que os alunos efetivamente estão aprendendo na pandemia diminuiu, não aumentou. Os dados de 2020 mostram uma diminuição da reprovação, da defasagem idade/série, mas a cultura escolar não mudou e, quando as coisas se regularizarem, esses alunos vão evidenciar que não estão aprendendo. A reprovação diminuiu nesses 30, 40 anos, mas diminuiu pouco e ainda está em patamares muito elevados. Nós temos mais de 10% de reprovação por ano na média. É um absurdo. Você tem regiões, cidades que chegam a 40%. Não é possível você achar que é normal em uma escola você ter 40% dos alunos reprovados. O aluno reprovado é um aluno que não aprendeu, mas a escola está ali para ensinar. Isso é uma manifestação de fracasso. A reprovação não é uma solução, ou seja, nós temos que enfrentar o desafio de que todos tenham o direito de aprender. E quando nós não universalizamos não só o acesso, mas o aprendizado, o direito não está sendo realizado. É uma negação na nossa legislação.

 

Apresentador: A busca ativa, além do seu objetivo principal de impedir (pelo menos momentaneamente) a evasão de muitos alunos, também permite que a gente conheça melhor os estudantes e suas famílias. Não só as carências deles, mas também os seus desejos de vida — muitos deles bem distantes da vida escolar. No bairro periférico de São Jorge, em Maceió, uma das regiões mais ganharam novos habitantes nos últimos na capital de Alagoas, o garoto Alex Luic Silva Moraes, de 16 anos, é um quase evadido. Aluno do 9º ano da Escola Estadual Dr. Fernandes Lima, ele estava quase desistindo quando foi resgatado.

 

Alex da Silva Moraes: Minha mãe é faxineira, recebe pouco. Meu pai é gari. Essa empresa na qual meu pai trabalha é enrolada, do nada: sem bolsa, sem caderno, sem calça, sem celular. E isso a Michele correu atrás de fardamento, material escolar para mim e esse retorno à escola foi muito feliz.

 

Apresentador: A Michele, de que fala o Alex, é a diretora da escola: Michele Lins Teles Monteiro. A escola que ela dirige tem 1 500 alunos e, nos seus cálculos, somente 5% deles não voltaram após a retomada do ensino presencial, que aconteceu em 16 de agosto. Com a busca ativa e uma operação de apoio aos que estão em situação mais precária, ela e sua equipe trouxeram de volta cerca de 150 estudantes.

 

Michele Lins Teles Monteiro: Indo nas salas, vendo os alunos que estão frequentando a escola, os que estão vindo e os que não estão vindo. E aqueles que não estão vindo a gente está correndo atrás: ligando, procurando a família, algum parente que estuda aqui na escola, que foi o caso do Alex. Aqui não só estuda ele e os irmãos, estudam os primos e a tia também é aluna da escola. Quando eu vi que ele não estava vindo para a escola, eu já entrei em contato com a prima e, em seguida, com a tia. Porque nem ele tinha telefone mais, nem a mãe. Nesse período, muitos pais perderam o emprego. Para alguns, a única opção foram os filhos que trabalham, que agora, com esse novo projeto de Jovem Aprendiz, muitos alunos foram inseridos no mercado de trabalho. É a única renda da família em casa. E aí nós notamos que vários deles não voltaram para a escola porque não tinham calça jeans, que é um item essencial para entrar na escola. O fardamento que o governo disponibiliza é a camisa, mas eles têm que vir de calça jeans para a escola. E alguns perderam as calças, cresceram, engordaram e a calça não dá mais. E aí nós fizemos um projeto na escola que é a doação da calça jeans. Daí os professores, os funcionários da escola, cada um foi trazendo calças e a gente tem na escola disponível um montão de calça jeans. Quando chega um aluno dizendo que não tem calça, a gente vai lá no guarda-roupa que temos na escola e já disponibiliza a calça jeans para o aluno.

 

Apresentador: Além desse problema de agora, o Alex já estava atrasado na escola. Em parte por causa do sonho da vida dele. É o próprio garoto quem conta:

 

Alex da Silva Moraes: Um ano eu fiquei sem estudar por causa do histórico. Um foi porque eu repeti porque teve uma viagem sobre mim também.

 

Apresentador, na gravação do diálogo com Alex, questiona: Como é que é? Uma viagem?

 

Apresentador: Eu estranhei a resposta. Daí ele contou que foi disputar um campeonato juvenil na Bahia pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e revelou que gostaria de ser jogador de futebol. Aí eu perguntei como vai a busca por um time.

 

Alex da Silva Moraes: Já abriram muitas portas para mim e… bate e volta, entendeu? Aí eu estou lutando, treinando bastante.

 

Sons de apito, chutes na bola. Sons de partida de futebol.

Apresentador: A Michele conta que o Alex não é o único no colégio que quer seguir esse caminho, o de se tornar jogador de futebol profissional.

 

Michele Lins Teles Monteiro: Quando acontecem os campeonatos, fica complicado, porque eles querem sair da escola e hoje mesmo eu recebi um aluno do 3º ano que está em Sergipe. O pai veio querendo que ele ficasse on-line. Eu disse “mas não tem mais essa opção de ficar só on-line, tem que vir para a escola assistir à aula”. Aí o pai ficou meio triste e ele vai ter que voltar para estudar, porque primeiro os estudos, depois o futebol.

 

Apresentador: Para entrevistar alunos evadidos nos últimos tempos, a nossa produção tentou contato com muitos jovens, mas não conseguia entrevistá-los por motivos que a gente só pode supor: vergonha, medo, timidez. Via de regra, eles não queriam falar. Talvez os motivos deles sejam parecidos com aqueles que fizeram com que eles deixassem a escola, ou talvez simplesmente eles não vejam na escola respostas para melhorar a sua condição de vida.

 

Som de notificação de mensagem de celular

 

Voz de mulher 1: Na tentativa de encontrar o jovem que deixou o Ensino Médio por causa da pandemia, eu pedi ajuda para vários estudantes aqui da Baixada Fluminense que, apesar das inúmeras dificuldades que eles tiveram, não deixaram a escola. E sei até que a minha experiência é estatisticamente irrelevante, mas eu me surpreendi com a quantidade de jovens que sonham em entrar para a Marinha. Em um primeiro momento, pensei “estamos no Rio de Janeiro, é por isso”, mas conversando com eles, eu entendi que não. É muito mais o desejo de seguir os passos de alguém da família, a busca pela estabilidade financeira e por status também.

 

Apresentador: Essa que a gente ouviu é a Cláudia Oliveira, que foi atrás de jovens evadidos enquanto fazia a pesquisa para este episódio para o Artigo 205. A ideia de que a farda trará respeito, de que o futebol dará dinheiro, glória, amores e estrelato é o retrato de jovens que desejam aquilo que conseguem enxergar. E eles enxergam aquilo que está no limite do seu horizonte, seja ele o navio avistado ao longe, no caso da Marinha, ou o ídolo na televisão, no caso do futebol.

 

Apresentadora: Na opinião dos especialistas ouvidos neste episódio do Artigo 205, a unificação dos anos letivos de 2020 e 2021, estabelecida em parecer do Conselho Nacional de Educação, e a prática de rematrícula automática, adotada em muitos estados e municípios, podem estar mascarando a real dimensão da perda do vínculo com a escola. Alguns indicadores preliminares de 2021 sinalizam uma redução da reprovação e do abandono, o que pode ser apenas um efeito dessas medidas. Isso quer dizer que o registro de que o aluno está matriculado não significa, necessariamente, que ele esteja frequentando a escola ou que esteja aprendendo.

 

Pois é. Se já não bastasse o trabalho enorme de trazer os jovens para a escola, é preciso que a escola mostre para eles que pode ampliar seus horizontes. E esse trabalho não é só da escola. Ele tem que contar com a participação da rede de garantia de direitos, de outras secretarias e da sociedade. A Daniela Arai fala de um conjunto de ações que estão sendo propostas aos estados:

 

 

Daniela Arai: [É preciso que] os estados façam um diagnóstico de qual é a sua realidade. Qual a porcentagem dos alunos? Qual o perfil dos alunos evadidos e por quais motivos [eles evadem]? Em que regiões eles se concentram, enfim, quais são as características dessas populações? Essa é uma primeira ação que a gente vai apoiando os estados a fazer. Uma segunda ação é a de monitoramento porque, além de resgatar os jovens que já evadiram, a gente precisa estar de olho naqueles que provavelmente vão evadir. A gente vem criando e discutindo com os estados para conseguir agir tempestivamente antes que eles evadam. Tem uma terceira estratégia que a gente vem incentivando com bastante força, que é justamente essa que está sob a governabilidade da escola, que tem a ver com o sentido e a aprendizagem: a gente vem enfatizando a necessidade de que os estados tenham uma solução para os jovens que são buscados, porque a grande dificuldade hoje em dia não é nem tanto buscar o jovem, encontrar onde ele está e provocá-lo a voltar. A questão é convencê-lo a voltar. “Por que eu vou voltar para uma escola que me excluiu durante todo esse período?” ou “Para que eu vou voltar se vou ficar no híbrido e eu não tenho conectividade?”. Então as escolas e as secretarias têm que ter uma alternativa para eles e gente vem trabalhando nesse aspecto de desenvolver programas e ações que deem conta de acolher o jovem, voltar a relacionar a escola com o projeto de vida deles e deixar claro para eles que um ano de escolaridade, três meses de escolaridade fazem diferença para a vida deles, que é possível aprender e que vale a pena. Eu ia falar de uma quarta ação que reconhece que os fatores que impactam o abandono e a evasão extrapolam os muros da escola, que é uma tentativa de pelo menos um de nossos estados parceiros de incentivar políticas intersetoriais. Seria olhar para esse jovem na sua integralidade, não olhar apenas como um estudante, mas como um portador de direitos e conectar essa visão com outras pastas. Esse é um desafio muito mais desafiador, mas que a gente também vem tentando iniciar e promover.

 

Apresentador: Na linha dos desafios desafiadores, proposta pela Daniela, a gente precisa pensar aonde que a gente vai (ou o que a gente não vai) se continuar a deixar tanta gente fora da escola, da sociedade e desse nosso mundo cheio de mídias, informações e culturas.

 

E agora, José?

 

Voz de Carlos Drummond de Andrade declamando poema “E agora, José?”

 

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

 

(…)

 

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua

 

para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Apresentador: É com um trecho de “E agora, José?”, recitado pelo Carlos Drummond de Andrade, o próprio autor do poema, que a gente encerra o programa.

 

Apresentadora: Ah! Neste episódio a gente falou muito de intersetorialidade, que é o tema de outro dos nossos programas. Vai lá no seu tocador de podcast preferido ou no YouTube e dá uma olhada em toda a temporada do Artigo 205. Enquanto isso, nós vamos preparando os próximos programas.

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A associação de redes de desenvolvimento da Maré tem como missão garantir que os direitos da população que reside no conjunto de 16 favelas da Maré sejam efetivados. Para tal, busca-se defender os direitos dos moradores, reconhecendo as potencialidades socioculturais, educacionais e econômicas da Maré.  No âmbito dessa parceria estamos fomentando a pesquisa  “ Impactos da pandemia causada pelo novo Coronavírus na oferta de educação pública para moradores da Maré”.

Objetivos da pesquisa: Identificar os impactos da pandemia, causada pelo novo Coronavírus, na educação de alunos dos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, dos 1º, 2º e 3º anos do Ensino médio, oferecidos para a população da Maré por 8 escolas públicas, sendo 5 da rede municipal e 4 da rede estadual de ensino.

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A parceria foi firmada em 2020 e tem como objetivo o fortalecimento institucional. O Geledés é uma organização feminista e antirracista que há 32 anos atua em defesa de negros e mulheres, e que contribuiu para que as questões de gênero e raça fossem percebidas como constitutivas das violações de direitos humanos no Brasil, e por isso nossas ações sempre estiveram voltadas para as questões de educação, saúde, comunicação, mercado de trabalho, pesquisa acadêmica e as políticas públicas. Produções em conjunto:

    • Pandemia e Equidade Racial na Educação
    • Desigualdades de aprendizagem e Pandemia
    • Coleção Educação de Meninas Negras na Educação

RICARDO PAES DE BARROS

Professor titular da cátedra do Instituto Ayrton Senna no Insper, atuou no Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) por mais de 30 anos. Foi subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Possui pós-doutorado em Economia pela Universidade de Chicago e pela Universidade de Yale. Equipe de pesquisa: Laura Muller (Insper) e Sarah Bertolini (Insper)

A associação brasileira de Pesquisadores/as Negros – ABPN – é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, assistência, cultural, científica, e independente, tendo por finalidade o ensino, pesquisa e extensão acadêmico – científica sobre temas de interesse das populações negras do Brasil. No âmbito dessa associação foi idealizado o projeto Afrocientista. A proposta faz parte do conjunto de parceiros fomentados pelo Instituto Unibanco desde 2019.
Projeto Afrocientista
O objetivo do Afrocientista é despertar a vocação científica e incentivar talentos entre estudantes negros e negras matriculados em escolas de ensino médio, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica desenvolvidas pelos Núcleos de Estudos Afro-brasileiro – NEAB e entidades correlatas.
Além de garantirmos o despertar a vocação científica e incentivar talentos entre estudantes negros e negras matriculados em escolas de ensino médio, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica desenvolvidas pelos Núcleos de Estudos Afro-brasileiro. Agora temos o desafio de operacionalizar um projeto de tamanha relevância e complexidade num contexto de pandemia e em formato virtual.
– São 12 NEABs e seus respectivos coordenadores e coordenadoras;
– 12 bolsistas da graduação que apoiam os coordenadores dos núcleos;
– 17 escolas (08 antigas e 9 novas);
– 116 bolsistas da educação básica;

O Instituto Rodrigo Mendes (IRM) é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão colaborar para que toda pessoa com deficiência tenha uma educação de qualidade na escola comum. Seus projetos estão organizados a partir de uma arquitetura de programas baseada em 3 pilares: Formação, Mobilização e Consultoria.

No âmbito dessa parceria, estamos fomentando o Núcleo de tecnologias e recursos de educação inclusiva.  com o objetivo de Identificar, sistematizar e divulgar novas tecnologias e recursos para acelerar o avanço da inclusão escolar por meio da oferta de ferramental prático a educadores.

Objetivos do Núcleo de Pesquisa e Tecnologias: Identificar, sistematizar e divulgar novas tecnologias e recursos para acelerar o avanço da inclusão escolar por meio da oferta de ferramental prático a educadores.

O Instituto Maria e João Aleixo (IMJA) sistematiza e difunde metodologias e tecnologias sociais que ampliam as possibilidades dos sujeitos oriundos das periferias e o seu lugar político na realidade contemporânea. A parceria entre o Instituto Unibanco e o IMJA foi firmada em 2017, como exemplo da potência da composição entre diferentes segmentos da sociedade comprometidos com a garantia do direito à educação.

Foram fomentados dois editais Pesquisadoras da Educação Básica em periferias (2018-2019 e 2019 -2020) para pesquisadores do Brasil e da América Latina com o objetivo de construir conhecimento que reconheça e valorize os sujeitos e territórios periféricos aqui entendidos como lugar de potência, e não como locus da carência e da falta como usualmente é construído no imaginário social.

Acreditamos que as produções decorrentes desta parceria são imprescindíveis na medida em que fortalece a produção de narrativas que combatem o racismo estrutural, institucional e epistemológico vigentes, ancoram-se em evidências, que é um dos valores que orientam a atuação do Instituto Unibanco e gera compreensão de outras formas de se analisar os territórios periféricos, seus sujeitos, práticas e formas de inserção no mundo social.

Produções

1º Edital – Livro 1 (2019)

 

2º Edital – Livro 2 (2020)

 

1º Seminário

 

2º Seminário

 

Observatório de Educação: Coleções produzidas pelo IMJA

Coleção Periferia e trajetórias escolares (2019)

 

É o único fundo independente dedicado às mulheres que existe no Brasil. Tem se dedicado desde o seu lançamento em 2000, a promover e a fortalecer o protagonismo, a liderança e os direitos das mulheres, mobilizando e investindo recursos em suas iniciativas. Objetivo da parceria: A parceria já contou com a realização de dois editais “Elas nas Exatas” entre 2016 e 2018. Hoje o Fundo Elas (2020, e será renovado em 2021) recebe apoio de fomento institucional. Paralelamente estamos trabalho para construir caminhos para construir um caminho para a continuidade do “Elas nas Exatas”(que inclui também a Fundação Carlos Chagas).

Promover a equidade nos processos de acesso e aprendizagem para a educação básica e superior pública.

O Projeto ocorrerá no território nacional, durante o período de setembro de 2020 a setembro de 2021.

A Ação Educativa é uma Ong sem fins lucrativos, que congrega toda a comunidade escolar e agentes envolvidos com o debate educacional para desenvolver metodologias de avaliação para melhoria de processos pedagógicos visando a qualidade educativa.
A parceria com o Instituto Unibanco existe desde 2017 e fomenta a implementação da metodologia “Indiques– Relações Raciais na Escola” no ensino médio em redes públicas estaduais de educação, como parte da implementação da Lei nº 10.639/2013 e, extensivamente, como estratégia de monitoramento das políticas educacionais.
O compartilhamento da visão sobre a importância da garantia do direito à educação para todos e todas as estudantes e a melhoria da qualidade com equidade é um dos combinados que torna promissora a parceria entre Ação Educativa e Instituto Unibanco.
Os aprendizados decorrentes da parceria com a Ação Educativa também têm contribuído para o aprimoramento da atuação do Instituto Unibanco no campo da gestão pública e democrática na educação ancorada no princípio de equidade. Além disso, reforça a relevância da participação da sociedade civil para ampliar diálogos e construir ações para o enfrentamento do racismo no ambiente escolar, a valorização da educação pública e a melhoria da qualidade com excelência para todos e todas estudantes.


Produções
Coleção discute gestão e relações étnico-raciais (2020)

 

Neab/UFMA: Coleção Educação Quilombola (2021)

 

https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/cedoc/detalhe/os-indicadores-da-qualidade-na-educacao-relacoes-raciais-na-escola,9f48a92e-cd71-4599-b6ec-b27490b80f1d

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ALEXSANDRO SANTOS

Doutor em Educação (FEUSP) e pesquisador em estágio pós doutoral junto ao Núcleo de Estudos da Burocracia (EAESP/FGV) e ao Programa de Psicologia da Educação da PUCSP. É diretor-presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de SP. Também é professor do Mestrado/Doutorado em Educação e do Mestrado Profissional em Formação de Gestores da Unicid. Integra a Ford Global Fellowship (Ford Foundation), iniciativa voltada à articulação de lideranças globais pela equidade. Equipe de pesquisa:

TELMA VINHA

Pedagoga, doutora em educação e professora do departamento de psicologia educacional da Faculdade de Educação da Unicamp.

Realiza pesquisas sobre a qualidade da convivência e do clima escolar, conflitos e violências, desenvolvimento moral e socioemocional e relações interpessoais na escola.

 Integrante do Laboratório de Psicologia Genética da FE da Unicamp, Coordenadora do Grupo de Estudos “Ética, Diversidade e Democracia na Escola Pública” do Instituto de Estudos Avançados da Unicamp e coordenadora associada do “Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Moral”, o GEPEM, da Unesp/Unicamp. Autora de livros e artigos diversos. Equipe de pesquisa: Adriana Braga (EFLCH – Unifesp-Guarulhos), Adriano Moro (GEPEM e Fundação Carlos Chagas), Ana Maria F. Aragão (FE/Unicamp), Maria Susana Menin (FCT – UNESP – Presidente Prudente)e Warley Guilger (PPGE/FE/UNICAMP)

SÉRGIO FIRPO

Professor Titular da Cátedra Instituto Unibanco, Diretor de Pesquisa e Coordenador do Doutorado no Insper. Graduado e pós-graduado em economia pela UNICAMP, PUC-RJ e UC Berkeley, foi Professor da UBC, PUC-RJ e FGV-SP. É Pesquisador associado do IZA, GLO, C4ED, UNU-Wider e Metricis. Em 2017 foi eleito Fellow da Econometric Society. É pesquisador nível 1 do CNPq, membro de comitês consultivos de avaliação de fundações e organizações do terceiro setor e de órgãos do governo. Equipe de pesquisa: Clarice Carneiro Martins (Insper), Stefanie Sayuri Sanao (Insper) e Michael França (Insper)

RICARDO MADEIRA

Professor de Economia da USP (FEA-USP), pesquisador da FIPE e fundador da Tuneduc. É Ph.D. em Economia pela Boston University, mestre pela FGV e bacharel pela USP. Suas principais áreas de pesquisa são microeconomia aplicada, economia da educação e avaliação de políticas educacionais. Esteve envolvido em diversos projetos de avaliação de impacto de políticas educacionais. Foi consultor para o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, Banco Mundial e hoje é consultor do Instituto Unibanco. Equipe de pesquisa: Victoria Jaegger (FEA/USP) e Luis Meloni (FEA/USP)
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