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Debates sobre o papel da gestão e mobilização juvenil têm destaque no Seminário do Ceará

11/12/2015 | Editado em 11/12/2015 11:03

O Instituto Unibanco e a Secretaria da Educação do Estado (Seduc) do Ceará reuniram cerca de 700 gestores de escolas da rede de ensino do estado nesta quinta-feira, dia 10 de dezembro, no Seminário Estadual de Gestão Escolar para Resultados de Aprendizagem, em Beberibe (CE). O evento promoveu uma reflexão sobre o papel da gestão escolar para a melhoria da qualidade da educação pública.

Estiveram reunidos profissionais da política educacional do Ceará, entre eles diretores, coordenadores, orientadores e superintendentes das Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (CREDE) e Superintendência das Escolas de Fortaleza (SEFOR) e equipe técnica da Seduc.

Armando Amorim Simões, secretário-adjunto da Seduc do Ceará, abriu o evento destacando a importância do trabalho dos gestores ter o foco nos jovens do Ensino Médio. “Todos têm acompanhado os bons resultados que o estado tem alcançado nos últimos anos, graças ao esforço de todos vocês e dos estudantes. Isso demonstra que é possível obter bons resultados”, disse.

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Mirela Carvalho, gerente de Gestão do Conhecimento do Instituto Unibanco, também reforçou que o estudante deve estar no centro do processo de ensino e aprendizagem: “Gestão escolar não é fazer tudo da melhor maneira, mas escolher o que fazer para, de fato, melhorar o resultado de aprendizado do aluno.”

O professor Alexsandro Santos, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo, destacou em sua palestra a relação direta entre processos bem estruturados e o grau de autonomia alcançada. “Conforme a escola avança nos processos de trabalho, ganha mais autonomia. Uma escola com equipe gestora há mais tempo atuando também consegue um grau de autonomia maior do que aquela com menos tempo de gestão”, disse Santos, que concluiu: “Gestão não tem um fim em si mesmo; um diretor está a serviço da garantia de aprendizado, assim como a política educacional está a serviço de aprendizagens”.

Foram apresentadas, ainda, as experiências de gestão escolar do Espírito Santo e Piauí. À tarde, os participantes fizeram discussões em grupos para aprofundar a reflexão e apropriação do conteúdo formativo sobre gestão escolar.

Neste momento de debate e construção coletiva, as discussões foram provocadas em torno de quatro eixos: currículo e práticas pedagógicas; mobilização juvenil; liderança nos processos de gestão; e redução da desigualdade educacional.

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