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Educação e políticas públicas: grandes desafios para o próximo governo

30/09/2022 | Editado em 30/09/2022 11:00

As eleições são com certeza um momento decisivo para o futuro do país, principalmente com os rumos atuais que deixam a desejar em inúmeros pontos, sendo um dos principais a educação pública brasileira, envolta em escândalos de corrupção, declarações polêmicas, uma troca insana de ministros nos últimos quatro anos e o desmonte do INEP.

Um reflexo disso é que o Brasil ocupa, em 2022, o último lugar em Educação, entre os 63 países listados pelo International Institute for Management Development (IMD), que desde 1989 publica um ranking anual de competitividade entre as nações que tratam da pasta.

Sem dúvidas, o principal desafio a ser enfrentado é o da evasão escolar, agravada pelo período de crise sanitária nos últimos dois anos em que as escolas ficaram fechadas e muitos estudantes perderam a única oportunidade de aprendizado e até mesmo de alimentação que tinham. Quando olhamos para os dados, é possível perceber que só no segundo trimestre de 2021, 244 mil crianças e jovens entre 6 e 14 anos estavam fora da escola, acumulando um aumento de 171,1% em comparação com o mesmo período de 2019, segundo dados reunidos pelo Todos Pela Educação.

Diante disso, o que esperar para o futuro?

Outro grande desafio será a recuperação das políticas públicas educacionais, especialmente no seu viés orçamentário (que sofreu vários cortes nos últimos anos). A regulamentação do novo FUNDEB, o estabelecimento de um novo pacto federativo, em torno da implantação do SNE – Sistema Nacional de Educação – permitirão que comecemos a recuperar as defasagens causadas pela pandemia e pela inépcia na condução das políticas públicas.

Quanto à implementação do Novo Ensino Médio, já iniciada, é preciso expandir sua oferta a mais estudantes, assim como oferecê-lo com o ensino técnico, que proporciona a educação em tempo integral, com mais proximidade com o mercado de trabalho e visando os melhores resultados.

Espera-se que os próximos governantes sejam capazes de reconhecer que a Educação é o principal anseio dos jovens. Segundo uma pesquisa realizada pelo Atlas da Juventude, que entrevistou mais de 16 mil jovens de todo o país, 63% consideram a necessidade de dar atenção à pauta. Seriedade, eficácia e equidade são precisas para que a engrenagem da educação brasileira comece a rodar normalmente.

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