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Intersetorialidade na educação: como conectar segurança, saúde e assistência social

02/06/2022 | Editado em 02/06/2022 16:39

A educação é a base da sociedade, assim, está conectada a outros setores, como a saúde e assistência social. Sabendo que a escola pública é um dos equipamentos sociais do Estado que tem maior alcance, chegando a lugares aos quais outros setores muitas vezes não conseguem chegar, ela é uma grande rede de proteção à criança e ao adolescente. Isso faz com ela desempenhe uma significativa importância social. 

É na escola que professores e principalmente gestores ganham um suporte maior na identificação de problemas apresentados pelos alunos, fortalecendo e reunindo práticas, conhecimentos e ações conjuntas em benefício dos estudantes., é possível entender que a escola muitas vezes não é capaz de lidar com esses problemas sozinha, evidenciando a importância da intersetorialidade.

Como as demais áreas se conectam com a educação?

Para que isso de fato aconteça é necessário que, além de políticas públicas, haja um estreitamento dos vínculos dessas instituições e uma maior proximidade com as famílias. Um dos exemplos que podemos usar são os reflexos da pandemia de Covid-19 na educação, que agravaram ainda mais as dificuldades dos estudantes, principalmente os de classe mais baixa. 

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente no segundo semestre de 2021 o número de alunos entre 6 e 14 anos fora da escola era de 244 mil, acumulando um aumento de 171% em relação ao mesmo período de 2019. 

Esses dados são uma importante métrica para analisar que um setor está interligado ao outro, entendendo que sem a saúde, a segurança e a assistência social não seria possível entender e criar ações para combater a evasão escolar na educação pública.

Um bom exemplo relacionado ao tema aconteceu na E. E. Professora Ester Siqueira (Cantagalo-MG), onde o diretor Flávio Cândido da Costa e sua equipe criaram uma gincana para resgatar estudantes faltosos e reduzir a evasão escolar. Eles produziram materiais de incentivo ao retorno, com vídeos publicados nas redes sociais e cartazes distribuídos no comércio local. Com essas ações combinadas a outras iniciativas locais, o percentual de evasão caiu 43% na escola. 

Para conhecer mais ações inspiradoras como essa e também outras, é só acessar o Banco de Soluções do Observatório da Educação, a plataforma do Instituto Unibanco que oferece diversos conteúdos sobre o Ensino Médio e a gestão em educação pública. 

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